quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

O seu jeito de dançar é único – e pode servir como uma impressão digital


Não importa se você é o centro das atenções na pista ou "travadão": todos temos marcas na forma que dançamos, e um algoritmo pode vê-las.

(Willie B. Thomas/Getty Images)
É quase universal: quando uma música começa a tocar, tendemos a nos movimentar de alguma forma – seja com um simples balançar de pés ou remexendo o corpo todo. A dança é uma resposta natural à música, encontrada em diversas culturas do mundo. E, agora, cientistas da Finlândia descobriram que o modo como você dança é único e pode te identificar,  como uma espécie de impressão digital.
O grupo da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, chegou a essa conclusão de forma acidental. Eles estavam usando a tecnologia de aprendizado de máquina para checar se um algoritmo conseguia identificar corretamente qual gênero musical estava sendo tocado – usando apenas os movimentos de dança de voluntários. Com captura de movimentos – técnica muito utilizada no cinema, que transpõe movimentos reais para modelos digitais –, os cientistas pediram para que 73 participantes dançassem livremente ao som de oito gêneros diferentes: blues, country, eletrônica, jazz, heavy metal, pop, reggae e rap. 
Para a surpresa do grupo, o algoritmo só conseguiu identificar o gênero musical dançado em apenas 30% dos casos. Mas o experimento não foi nem de perto um fracasso: eles perceberam que o robô acertava qual era o participante que estava dançando em 94% das vezes, independentemente do gênero. Para efeito de comparação: se o computador simplesmente chutasse todas as tentativas, a eficiência esperada seria menor que 2%.
“Aparentemente, os movimentos de dança de uma pessoa são uma espécie de ‘impressão digital’”, explica Pasi Saari, um dos autores do estudo. Mesmo dançando gêneros diferentes, tendemos a repetir movimentos e padrões, o que parece ser detectável por algoritmos específicos.
A eficácia do computador não foi a mesma para todos os tipos musicais. O algoritmo teve uma dificuldade especial em reconhecer os participantes quando eles estavam dançando ao som de heavy metal. Esse estilo é mais associado a passos específicos e repetitivos, como o headbanging (balançada brusca com a cabeça)e por isso as pessoas se movem de forma mais parecida. Mesmo assim, o computador atingiu um nível de acerto de cerca de 80% de acerto nesses casos. Isso indica que mesmo um balançar de cabeça pode ser único de pessoa para pessoa.
O grupo que assina o estudo faz parte do Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Música da Universidade de Jyväskylä, e vem conduzindo diversos estudos do tipo nos últimos anos. A ideia é entender como a dança e a música podem revelar traços de nossa personalidade e nossa relação com a musicalidade.
Embora curioso, a nova pesquisa levanta questões sobre privacidade e monitoramento. Tecnologias de reconhecimento facial e corporal já estão sendo aplicadas em larga escala para identificar pessoas por traços físicos e de movimentos. Em alguns casos, computadores podem identificar uma pessoa mesmo se ela estiver de costas para a câmera. O uso de um software capaz de te reconhecer apenas pelo modo que você dança e se move também poderia entrar nesse grupo, teoricamente.
A pesquisadora que liderou o estudo, Emily Carlson, garante que esse não o objetivo : “estamos pouco interessados em aplicações de vigilância e mais interessado no que esses resultados nos dizem sobre a musicalidade humana”, explica. “Temos muitas perguntas novas a fazer, como se essas assinaturas de movimento permanecem as mesmas durante toda a vida e se podemos detectar diferenças entre culturas com base nelas.”
Enquanto isso, continuamos curtindo as músicas com uma boa dança — cada um do seu jeito, é claro.
Por Bruno Carbinatto/Superinteressante

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Técnica Pomodoro - o que é e como funciona

A técnica Pomodoro é um método de gestão de tempo

A técnica Pomodoro, desenvolvida em 1988 pelo italiano Francisco Cirillo, é um método de gestão de tempo que pode ser aplicado para diversas tarefas, seja nos estudos, seja no trabalho.

Conforme o livro de Cirillo “The Pomodoro Technique, a técnica foi criada para utilizar o tempo como um valioso aliado e realizar o que queremos fazer e do jeito que queremos fazê-lo. Além disso, capacita-nos continuamente para melhorar nossos processos.

Ao usar esse método, é possível saber não só a quantidade de atividades que são feitas, como também a qualidade. Além disso, pode-se medir o que está atrapalhando a realização das tarefas.

Quem pode usar a técnica Pomodoro?


Essa forma de otimizar o tempo de estudos e tarefas geralmente é voltada para pessoas procrastinadoras, ou seja, que têm tendência a adiar suas atividades.

A técnica Pomodoro pode ser usada por estudantes, profissionais, vestibulandos, concurseiros, entre outros, que, no momento, estão tendo baixa concentração e produtividade por cansaço ou por outros fatores que os fazem estar com a mente dispersa.

O método também é útil para pessoas que estão ansiosas porque não conseguem organizar suas atividades e que, por isso, são cobradas por terceiros, como chefes, professores, colegas, entre outros.

Como é a técnica Pomodoro

Pomodoro significa tomate em italiano. A fruta faz alusão ao tempo durante o qual você pode fazer determinada tarefa. Cada pomodoro é dividido em quatro pomodoris, e cada um destes equivale a 30 minutos.

Anote o que precisa para usar essa técnica:

  • Um timer ou despertador (pode ser do celular)
  • Papel ou bloco de notas no computador/celular para escrever as atividades a serem realizadas

O método Pomodoro é simples e dura duas horas. Primeiro, você realiza uma atividade durante 25 minutos. Quando acabar o tempo, descansa 5 minutos. Assim sucessivamente até que complete as duas horas. Como recompensa, você descansa mais 30 minutos.

A técnica Pomodoro é muito usada por pessoas procrastinadoras

O conceito do Pomodoro é que a pessoa que vai estudar ou executar uma tarefa demore, exatamente, 25 minutos. Concluindo-a ou não, ele deve parar e descansar 5 minutos.

Descansos


Durante o tempo de descanso, é interessante não fazer nada que requeira muito esforço mental. Caso contrário, sua mente não será capaz de reorganizar e integrar o que você aprendeu. Como resultado, você não será capaz de dar ao próximo Pomodoro o seu melhor esforço.

Nesse intervalo, você pode comer, beber um copo d’água, ver televisão, fazer um alongamento, acessar as redes sociais ou apenas relaxar da forma que achar melhor.

Interrupções


O interessante da técnica Pomodoro é que toda vez que for interrompido por algo ou alguém, você deve anotar. Cirillo aconselha escrever uma apóstrofe ao lado da atividade toda vez que acontecer uma interrupção.

As interrupções podem ser internas ou externas. As internas são aquelas cometidas por você mesmo, como pensar em algo, sentir fome, precisar ir ao banheiro etc. As externas são quando outras pessoas ou acontecimentos atrapalham sua atividade, como alguém te chamar, um barulho de celular, um e-mail chegando, entre outras.

Caso siga o conselho de Cirillo de anotar todo tipo de interrupção, você poderá medir quantas e em quais situações realmente é necessário parar uma atividade. Você também poderá descobrir o que tira sua concentração e foco.
Técnica Pomodoro no Enem

A técnica Pomodoro pode ser usada por estudantes que estão na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em um dia, por exemplo, o jovem pode escolher estudar Biologia. Nesse caso, é interessante dividir os pomodoris em temas da disciplina em questão. Veja um modelo:

1 pomodori (25 minutos): EcologiaCiclo da Água

1 pomodori (25 minutos): Anatomia humanaSistema Nervoso

1 pomodori (25 minutos): Genética - DNA

1 pomodori (25 minutos): Biologia CelularEstruturas de uma célula

Vantagens de usar a técnica Pomodoro

O italiano Cirillo afirma, no seu livro, que a técnica Pomodoro oferece vários pontos positivos. Veja alguns:

  • Alivia a ansiedade;
  • Aumenta o foco e a concentração por meio da redução das interrupções;
  • Aumenta a conscientização das decisões;
  • Aumenta a motivação e mantém-na constante;
  • Reforça a determinação para atingir os objetivos;
  • Melhora o processo de trabalho ou estudo;
  • Reforça sua determinação de continuar a aplicar-se em face de complexas situações.

Por Silvia Tancredi/Brasil Escola

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Psicologia sistêmica: em que consiste?

A psicologia sistêmica enfatiza as propriedades do todo que resultam da interação dos diferentes elementos do sistema. Assim, para essa abordagem, o importante é o que surge da interação entre as pessoas.

A psicologia sistêmica estuda os fenômenos de relação e comunicação nos grupos, analisando as relações e os componentes que emergem a partir deles. Essa abordagem parte das pessoas individuais, que se inter-relacionam entre si em diferentes coletivos entendidos como sistemas.
Dessa forma, cada grupo/coletivo em que cada pessoa se relaciona é um sistema diferente: familiar, profissional, doméstico…
De fato, essa corrente parte do contexto levando em consideração os distintos âmbitos em que as pessoas se movem, pois a maneira como cada indivíduo se relaciona com o ambiente ao seu redor determina seu desenvolvimento e seu crescimento pessoal.
Por isso, a psicologia sistêmica pode ser aplicada tanto a casais, equipes de trabalho e famílias quanto a pessoas individuais.
A seguir, vamos abordar a maneira como se deu o surgimento dessa abordagem e em que ela consiste. Ou seja, os princípios pelos quais é regida.
Família de papel

Origem da psicologia sistêmica

A psicologia sistêmica é uma corrente baseada na teoria geral de sistemas de Bertalanffy, que começou a se desenvolver na segunda metade do século XX.
Em sua teoria, Bertalanffy destacou o conceito de interação, afirmando que um sistema implica uma interdependência entre as partes ou as pessoas envolvidas na relação. Vale destacar que o conceito de sistema parte da Teoria Geral de Sistemas.
Paralelamente, o início da terapia sistêmica está associado ao antropólogo Gregory Bateson e sua equipe do Administration Hospital de Palo Alto. Bateson se uniu a outros pesquisadores, como Jackson, Haley e Weakland, para analisar o sistema comunicacional das famílias esquizofrênicas.
A partir das pesquisas de Bateson, emergiu a teoria do duplo vínculo, que deu sua contribuição para os alicerces da psicologia sistêmica. Um duplo vínculo é um dilema comunicativo decorrente da contradição entre duas ou mais mensagens, ou seja, são enviadas mensagens contraditórias.
Fica claro que o fenômeno da comunicação humana é um dos objetos de análise da terapia sistêmica. Vale destacar que devemos parte dos alicerces dessa corrente a Paul Watzlawick e sua teoria da comunicação humana, que aborda problemáticas vinculadas à pragmática da comunicação, levando em consideração os efeitos que a comunicação exerce sobre o comportamento.

Princípios da psicologia sistêmica

A seguir, vamos apresentar aspectos básicos e relevantes da psicologia sistêmica:

O sistema como um todo

Para essa corrente, o sistema é considerado um todo, pois o todo é maior do que a soma de suas partes. Assim, a psicologia sistêmica enfatiza as propriedades do todo que resulta da interação dos diferentes elementos do sistema. Para essa abordagem, o importante é a relação que surge da interação das pessoas.
Os diferentes sistemas (família, amigos, parceiros, colegas de trabalho…) se relacionam em um quadro contextual, no qual os papéis e os comportamentos das pessoas são determinados pelas regras tácitas desse sistema e pela interação entre seus membros. A sistêmica analisa e confere uma especial atenção a esses papéis e comportamentos.

Origem multicausal

A psicologia sistêmica parte de uma perspectiva circular e multicausal. Portanto, não podem ser estabelecidos marcadores lineares em que só exista uma única causa. Isso porque, pelo contrário, existem vários fatores causais determinantes: cada ação e reação muda continuamente a natureza do contexto.
Em uma família, por exemplo, os membros reagem diante de um mesmo fato de diferentes maneiras, modificando a situação final, que é a combinação de todas as diversas reações que podem ocorrer.
Nesse sentido, Paul Watzlawick foi pioneiro ao distinguir essa causalidade circular dos acontecimentos para explicar os possíveis padrões repetitivos das interações entre as pessoas.
Em resumo, a visão circular dos problemas é marcada pela maneira como o comportamento de um indivíduo influencia as ações dos outros, e como os outros influenciam o comportamento do primeiro.
Paul Watzlawick
Paul Watzlawick

A comunicação é um fator-chave

Como já comentamos anteriormente, Watzlawick foi um dos grandes expoentes da psicologia sistêmica ao introduzir sua teoria sobre a comunicação, que é considerada um fator-chave no processo terapêutico. Para o terapeuta sistêmico, a comunicação é um ponto importante a se trabalhar e analisar.
Cada sistema possui regras que o terapeuta sistêmico deve ir conhecendo para intervir sobre elas se não forem adequadas A forma como nos comunicamos, segundo essa corrente, determina a manutenção ou a redução do problema a ser tratado.
Para concluir, a psicologia sistêmica oferece outra perspectiva das dificuldades e dos problemas, em que prevalece a relação acima do indivíduo como foco de intervenção.
A partir de diferentes pesquisas, foram surgindo diversas ramificações e escolas dentro da terapia sistêmica, diferenciando-se em pequenos detalhes. Estas são: Escola Interacional do MRI, Escola Estrutural e Estratégica, Escola Sistêmica de Milão…
“Todo comportamento é comunicação, incluindo o silêncio”.
-Watzlawick-
Por amenteemavilhosa.com.br

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Aluno nota mil na redação do Enem defende democratização do cinema

EnemDentre quase 3,9 milhões, Vinícius foi um dos 53 com nota máxima
Hoje (17), ao acessar o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, o paraense Vinícius Adriano Amaral surpreendeu-se com o resultado. Ele é um dos 53 participantes que obtiveram nota mil na redação, a nota máxima, em todo o país. “Bateu uma  ansiedade nos últimos dias. Antes de sair a nota, a gente sempre sofre. Pelas estatísticas, a gente vê que é muito difícil conseguir. Fiquei muito feliz”, diz.

Na prova, que tinha como tema Democratização do acesso ao cinema no Brasil, Amaral defendeu ingressos mais baratos e maior incentivo por parte do poder público para que mais pessoas possam frequentar salas de cinema. “Aqui em Belém, eu frequento o Cine Líbero Luxardo. Eu usei esse projeto do Governo do Pará como exemplo do que o governo está fazendo para mudar a realidade da falta de democratização”, conta.

Vinculado à Fundação Cultural do Estado do Pará, fundado em 1986 para valorizar o cinema de arte e de rua em Belém, o cinema tem ingressos a R$ 12 a inteira. O nome  é uma homenagem a um dos pioneiros do cinema na Amazônia. “Ainda tem muito a ser desenvolvido no país [para a democratização do cinema]”, defende.

O estudante citou também o livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, que trata de uma epidemia que deixa cegos os habitantes de uma cidade, e comparou a cegueira retratada no livro à falta de sensibilidade às dificuldades no acesso à cultura no país. “Há uma falta de mobilização da população em relação à democratização”, diz. 

Outra obra citada por Amaral foi A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, que mostra um garoto pobre, que vive em uma estação de trem em Paris, que acaba tendo acesso ao cinema de forma inusitada. 

Amaral acredita que todo esse repertório ajudou na hora da nota. “Eu acho que o principal ponto é, após conhecer a estrutura de uma redação do Enem, focar em repertórios muito bons. Assistir filmes, assistir séries. Muita gente acha que tem que usar um repertório de filosofia, e outros eruditos. Às vezes, o diferencial é trazer um filme, um projeto local ou uma citação literária. Isso ajuda a mostrar que se tem conhecimento em várias áreas”.

Preparo 


Para se preparar para o exame, além de frequentar a escola, Amaral foi aluno no Curso de Redação Professora Nicinha Câmara. Ele chegou a escrever dois textos por semana durante o ano.  

“Sempre instigamos [os alunos] a fazerem, refazerem os textos, sempre buscando o melhor”, diz a dona do cursinho e professora, Nicinha Câmara. “Para o Enem, tem que treinar arduamente, semanalmente. Sempre buscar reconstruir esse texto se não estiver a contento. Se não conseguem nota, tem que refazer, porque isso vai levar à melhora”, diz.   

O estudante terminou o ensino médio no ano passado. Agora, ele quer cursar medicina. Apesar de tirar a nota máxima na redação, ele acredita que não obteve pontuação suficiente nas demais provas, mas que seguirá tentando. “Tirar essa nota na redação ajuda muito para tentar novamente esse ano. Isso acaba proporcionando uma visibilidade e uma possibilidade de desconto em cursinhos”, diz. 

Resultados


Os resultados do Enem foram divulgados hoje (17) e podem ser acessados no aplicativo do exame e na Página do Participante.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dos quase 4 milhões de participantes do Enem 2019, 53 obtiveram a nota máxima, mil, e 143.736 zeraram a redação. Os principais motivos para nota zero foram: redações em branco (56.945 casos); fuga ao tema (40.624) e cópia do texto motivador (23.265). A média da nota da redação foi 592,9.

Em março, os estudantes terão acesso ao chamado espelho da prova, que contém detalhes da correção dos textos e as notas em cada uma das competências avaliadas na redação.
Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Ouvir sua música preferida aumenta o desempenho

Ouvir sua música preferida aumenta o desempenho
Pesquisa do Reino Unido afirma que a disposição aumenta com o seu som favorito
Fazer exercícios, trabalho da faculdade ou tomar uma difícil decisão é importante estar tranquilo mentalmente. Para manter esse relaxamento e o foco é preciso ter estímulos, um deles é ouvir sua música preferida.
Segundo estudo publicado por pesquisadores da Universidade Keele, no Reino Unido, foi comprado que, ouvir sua música favorita pode fazer você se sentir mais disposto e diminuir a percepção de esforço durante exercícios físicos ou outras atividades cotidianas. Pop, rock, samba ou forró, qualquer tipo de música serve.
Segundo o método da Programação Neurolinguística (PNL), a ancoragem é responsável por isso. Âncoras são gatilhos visuais, auditivos ou cinestésicos os quais se tornam associados com respostas ou estados particulares. Estímulo que está ligado a um estado fisiológico. Associação que permite evocar experiência original. Qualquer coisa que dê acesso a um estado emocional.
Em geral as âncoras são externas. Um cheiro específico pode nos levar a uma cena, um momento de vida. O tom de voz da pessoa querida pode trazer emoções, ou o tom de voz do seu cantor preferido ou música preferida.
Âncoras se criam por repetição (Ex. parar diante de um farol vermelho). Âncora se cria instantaneamente se a emoção for forte e o momento certo. Fobias são âncoras negativas.
Nós fazemos âncoras instantâneas todo o tempo, mas a PNL nos ensina a usar o processo de forma mais consciente, o que nos permite fazer a auto âncora.
A âncora é um estímulo forte, porém não é estável (com o tempo desaparece). Outra maneira recorrente em que a ancoragem pode ser usada é fechar os olhos e buscar lembranças felizes. O corpo e a mente respondem ao estímulo, com isso a produtividade aumenta.
O IPC (Instituto Profissional de Coaching) utiliza-se desta poderosa técnica em seus treinamentos de PNL. A própria Presidente, Madalena Feliciano, afirma utilizar em vários momentos esta técnica, principalmente nos dias em que se sente cansada ou precisa de força e coragem extra para resolver alguma questão e diz: “Sinto me empoderada toda vez que utilizo minha âncora”
Madalena Feliciano é CEO do IPC (Instituto Profissional de Coaching) - Master em PNL, Hipnóloga e Coach Profissional, recebeu prêmios nacionais e internacionais como: ANCEC - Referência Nacional e Qualidade Empresarial em 2016, 2017 e 2018, Top Five em 2016 no seu segmento de coaching e treinamento comportamental e recentemente foi condecorada com o Título de Embaixadora pela Divine Academie em Paris. Ministra diversos treinamentos de desenvolvimento humano, Coaching, PNL, Hipnose, Analista Comportamental DISC, dentre vários outros.
Madalena Feliciano/segs.com.br

Quebra-cabeça – Origem, benefícios psicomotores e curiosidades do jogo

O quebra-cabeça pode ser muito mais do que um brinquedo para crianças. Isso, porque ele ajuda a desenvolver benefícios psicomotores.


O quebra-cabeça ou “puzzle”, como é chamado em inglês, é um brinquedo muito antigo. Inegavelmente, um dos melhores passatempos para crianças e adultos.
Além disso, ele contribui para o desenvolvimento de uma série de benefícios psicomotores.
Mas se engana quem pensa que o quebra-cabeça foi inventado recentemente. Como eu disse, ele é antiquíssimo. E, primeiramente, sua invenção foi para outro fim.
Origem do quebra-cabeça
Apesar de até hoje os historiadores não conseguirem dizer quando o quebra-cabeça surgiu, existem teorias a respeito de sua origem.
Uma das mais aceitas é a de que o cartógrafo inglês, John Spilsbury, inventou o brinquedo. Com o intuito de fazer seus alunos aprenderem geografia, em 1760 John criou um conjunto de peças com as partes do mundo. Juntas, elas formavam o mapa do mundo. Usando placas de madeira e estiletes, Spilsbury proporcionou aos seus alunos divertimento e aprendizagem.
Mas há quem diga que o quebra-cabeça foi inventado pelos chineses. O Tangram é um brinquedo milenar na China. Ele possui apenas sete peças, mas que possibilitam a formação de várias imagens. Contudo, ele é bem diferente dos quebra-cabeças no qual somos acostumados.
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores

Exemplo do modelo usado por Spilsbury – Fonte: christies

De fato, após da invenção de Spilsbury, o “puzzle” se popularizou muito. A saber, eles eram feitos manualmente, por isso eram muito caros. Foi somente na Revolução Industrial (1760–1820/1840) que o quebra-cabeça barateou. Isso, porque os avanços tecnológicos da Revolução proporcionaram as ferramentas necessárias para a confecção mais rápida e barata do brinquedo.
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores
Desde de que se popularizou, o quebra-cabeça ganhou várias formas e gravuras. Mas o que mais chamou atenção foi os benefícios causados a quem se dispõem a brincar com ele.
Durante a Grande Depressão (1929), o brinquedo viveu um boom em sua produção. Houve, até mesmo, aluguel de quebra-cabeças por 10 centavos a hora! Acima de tudo, as pessoas buscavam ter satisfação e realização ao jogarem o brinquedo. 


















Segundo a especialista Anne Williams, o passatempo é ótimo para ajudar a criar um elo entre as famílias. Por ser um jogo que exige tempo e paciência, ele auxilia no desenvolvimento dessas coisas nas relações familiares. Além de ajudar a promover diálogos.
Sobretudo, para Williams, a construção do quebra-cabeça auxilia ainda no desenvolvimento de vários fatores psicomotores. Como:
 Noção espacial; desenvolvimento cognitivo, visual e social; coordenação motora; raciocínio lógico; criatividade; percepção; paciência.
O jogo também auxilia pessoas que sofrem do Mal de Alzheimer.
Curiosidades 
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores

Quebra cabeça Convergence – Fonte: .minhalojanouol O maior quebra-cabeças se chama “Keith Haring: Double Retrospect”. Ele tem 32.256 peças, mede aproximadamente 5,44m x 1,92m e sua embalagem pesa impressionantes 17kg. A reprodução do quadro “Convergence”, de Jackson Pollock, é considerado um dos quebra-cabeças mais difíceis de se montar. Em 1997, no Peru, o grupo guerrilheiro Movimento Revolucionário Tupac Amaru invadiram a residência do embaixador do Japão. Com mais de 72 reféns, e frustados com as negociações eles pediram um quebra-cabeça de 2 mil peças. Isso com o fim de que os reféns pudessem ter um passatempo e não ficassem tão estressados com as negociações. Em 1933, os quebra-cabeças passaram a serem feitos em papel cartão. Sobretudo, isso o tornou mais barato, chegando a gerar uma venda de cerca de 10 milhões por semana! 
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores

Maior quebra-cabeça do mundo – Fonte: piniming

Por Segredos do Mundo/R7