terça-feira, 13 de julho de 2021

MUSICOTERAPIA NO AUTISMO: UMA INTERVENÇÃO BASEADA EM EVIDÊNCIAS

 



A musicoterapia é uma intervenção baseada em evidências científicas que usa a música e seus componentes (melodia, harmonia e ritmo) para atender às necessidades físicas, emocionais, cognitivas e sociais dos indivíduos. 

Depois de avaliar os pontos fortes e as necessidades de cada um, o musicoterapeuta qualificado estabelece o tratamento adequado usando técnicas específicas — o que inclui cantar, tocar instrumentos e ouvir música.

A musicoterapia também oferece caminhos de comunicação que podem ser úteis para aqueles que têm dificuldade em se expressar em palavras. 

Essa terapia consiste na utilização da música no contexto clínico, educacional e social e tem como objetivo auxiliar no tratamento ou prevenção de problemas de saúde mental.

Os musicoterapeutas avaliam o bem-estar emocional, a saúde física, o funcionamento social, as habilidades de comunicação e as habilidades cognitivas por meio de respostas musicais.

Esses profissionais trabalham em hospitais, ambulatórios, centros de tratamento, lares de idosos, escolas e consultórios particulares.

Benefícios para autistas

Essa abordagem terapêutica vem ganhando cada vez mais reconhecimento como uma estratégia de intervenção para crianças com transtornos do desenvolvimento, incluindo o autismo. Isso porque essa terapia ajuda na melhora da qualidade de vida desses indivíduos.

Sabe-se que quem está no espectro apresenta dificuldades nas habilidades sociais. Estudos mostram que a musicoterapia é um método eficaz, com efeitos profundos sobre a melhoria dessas habilidades em crianças com autismo.

Entre os benefícios que a musicoterapia pode promover para os indivíduos com autismo estão: diminuição do estresse, expressar melhor os sentimentos e se comunicar melhor.

Dessa forma, melhora os comportamentos sociais, aumenta o foco e a atenção, contribui com a comunicação (vocalizações, verbalizações, gestos e vocabulário), reduz a ansiedade e melhora a consciência corporal e a coordenação.

Além de ajudar no bem-estar e satisfação emocional, na memória, na criatividade e na socialização e interação. A musicoterapia também ajuda a diminuir a hiperatividade e a trabalhar as necessidades cognitivas.

Como funciona?

As sessões de musicoterapia devem ser conduzidas por um musicoterapeuta qualificado. Elas podem ser individuais ou em grupo, mas o tratamento deve ser sempre individualizado de acordo com as necessidades de cada um.

No caso de pessoas com autismo, o especialista da área desenvolve a intervenção terapêutica de acordo com as necessidades clínicas, habilidades e potenciais do autista.

Uma vez que os musicoterapeutas atendem a uma ampla variedade de pessoas com diferentes tipos de necessidades, não existe uma sessão comum e geral. As sessões são elaboradas e as músicas selecionadas com base no plano de tratamento individual da pessoa. 

As crianças ou jovens com autismo passam a compartilhar instrumentos, música e brincadeiras, além de aprender a ouvir e cantar nas sessões de musicoterapia.

Os estímulos sensoriais abrangem o processamento auditivo, reconhecimento e discriminação de sons.

Já em relação aos estímulos motores, há a manipulação dos instrumentos musicais e da movimentação do corpo.

E a estimulação cognitiva é incentivada por meio das experiências musicais que melhoram a atenção, a concentração e a memória.

Vale destacar que a musicoterapia é uma técnica e por isso exige profissionais qualificados que façam pesquisa e treinamento clínico para usar a música e seus elementos como som, melodia, ritmo para facilitar o processo terapêutico.

Por isso, é fundamental buscar por um musicoterapeuta habilitado, de preferência com formação em música e na área da saúde.

Por Dra. Fabiele Russo/NeuroConecta

domingo, 4 de julho de 2021

Insônia atinge seis a cada dez mulheres na menopausa, aponta estudo

 

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Aos 48 anos, a doméstica Vanda Cavalcante começou a suspeitar que a irritabilidade e o calor excessivo poderiam ser a chegada da menopausa. “Eram fogachos de três a quatro vezes por dia, e isso não me incomodava tanto. Foram uns seis meses assim, mas depois começou a vir constante. E eu, que nunca tive problema com sono, comecei a ter dificuldades pra dormir”, relembra. Assim como Vanda, a insônia atinge seis a cada dez mulheres na menopausa, aponta o Instituto do Sono.

“Nesse período de pós-menopausa, a gente sente os sintomas decorrentes da queda do estrogênio que é o principal hormônio que as mulheres perdem quando o ovário entra em falência, ou seja, quando chega nesse final da fase reprodutiva”, explica a médica Helena Hachul de Campos, pesquisadora do Instituto do Sono e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

As consequências da falta do hormônio se expressam de forma precoce ou tardia. Quando o ciclo menstrual se interrompe, os sintomas mais conhecidos são ondas de calor, chamadas de fogachos, que atingem 70% das mulheres; as oscilações de humor; e a irritabilidade. Depois de alguns anos sem o estrogênio, aparecem os sintomas tardios, como secura da pele, secura vaginal, deposição da gordura na região abdominal, aumento de colesterol e de risco cardiovascular, facilidade para ganhar peso com a diminuição do metabolismo e alterações no metabolismo ósseo.

Em relação ao sono, a médica explica que ainda na fase de transição é comum que a oscilação do hormônio já cause alguns efeitos. “Deixa a gente muito mais vulnerável a ficar acordando”, aponta. Outros fatores que contribuem para alterações no sono são as idas mais frequentes ao banheiro pela maior flacidez da bexiga.

Estudos do Instituto do Sono apontam ainda que a cada centímetro de circunferência abdominal a mais o risco de surgimento de apneia obstrutiva do sono cresce 5%. “Devido a essas modificações da menopausa, você começa a ter mais gordura abdominal, mais gordura no pescoço e começa a ter apneia”, esclarece Helena.

O que fazer 

Vanda procurou o serviço de saúde e, após algumas avaliações, verificou-se que ela tinha indicação para o tratamento de reposição hormonal. Ela conta, no entanto, que foi um recurso alternativo que mudou a sua vida. “Eu me apaixonei. Eu decidi que a meditação iria fazer parte da minha vida. Eu aprendi a respirar, a ter paciência e a dar tempo ao tempo”, relatou à Agência Brasil.

“A gente tem diversos tipos de tratamento, tem terapia hormonal, terapias alternativas, tem fitoterápicos, não precisa esperar ficar horrível. A gente tem sempre que estar acompanhando todo ano [com as idas ao ginecologistas] e ver o que está aparecendo”, orienta a médica.  

Dicas para o sono

São várias as complicações decorrentes de noites mal dormidas. “Se a gente tem estágios de sono não completos, no dia seguinte a gente vai estar com indisposição, déficit de memória, irritado”, enumera Helena. Ela alerta também para os prejuízos em relação à imunidade e à facilidade para o ganho de peso. "Faz de que conta que você é um celular. Acordo com 100% ou já está com 60% de bateria? Para saber se o sono foi restaurador, e a grande maioria fala que não”, orienta.

Alimentação saudável, horários definidos na rotina, fazer atividade física, não tomar café a partir do final da tarde, ter um ambiente de quarto silencioso e com pouca luminosidade, não ficar olhando o relógio, não fazer refeições pesadas no jantar e evitar o uso do celular na cama são algumas das dicas para ter um sono restaurador.

Por Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil - São Paulo/Edição: Aline Leal

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Curiosidades da Festa Junina

 As festas juninas são comemorações tradicionais muito divertidas e esperadas em toda parte do país. Isso se deve, em partes, às guloseimas típicas e também às brincadeiras e caracterização que a celebração envolve.

Estudiosos afirmam que a Festa Junina chegou ao Brasil por volta do século XVII, sendo de origem europeia. Ao longo do tempo, foi sofrendo influências da religião católica e sendo associada a alguns santos. Posteriormente, foram inseridos outros elementos pertencentes à cultura brasileira.

Veja algumas curiosidades e origens dos itens presentes nas Festas Juninas!

Quadrilha e vestimenta

Entre os itens juninos, estão dois que são vistos como principais: a dança, mais conhecida pelo nome de quadrilha, e a vestimenta típica. Antigamente, por serem festas promovidas pelas cortes, as mulheres tinham que usar vestidos voluptuosos e rodados. Daí a origem dos vestidos de quadrilhas, que, em nosso país, acabaram sendo confeccionados com tecidos mais coloridos e chamativos, principalmente com chita.

As quadrilhas possuem bastante valorização na região Nordeste do país, como em Campina Grande, na Paraíba, onde é realizado um dos maiores concursos dessa modalidade. Ainda sobre a dança, é possível notar que alguns dos nomes de seus famosos passos possuem origem francesa, como “anarriꔓampassâ” e “tour”. Estes são utilizados em virtude da origem da dança, já que ela é herdada das festas da aristocracia francesa.

Fogueiras

As tradicionais fogueiras das Festas Juninas são herdadas das culturas greco-romanas e dos celtas. Esses povos cultuavam as fogueiras como forma de agradecimento aos deuses pelas boas colheitas. Essa prática também foi aderida no Brasil, fazendo com que esse item se tornasse mais um símbolo forte da festividade. Em nosso país, muitos acreditam que a fogueira seja uma forma de purificação e proteção contra maus fluidos, além de símbolo da reunião de familiares e amigos durante a festa.

Bandeirolas

As bandeirolas são uma homenagem aos padroeiros da Festa Junina
As bandeirolas são uma homenagem aos padroeiros da Festa Junina



Conhecidas como o principal enfeite decorativo das festas juninas, as bandeirolas surgiram como forma de homenagem aos três santos conhecidos como “padroeiros” das Festas Juninas: Santo Antônio, São Pedro e São João. As imagens dos santos eram pregadas nas bandeiras coloridas e imersas em água, rito conhecido como lavagem dos santos. De acordo com a crendice popular, a água purifica todos aqueles que se molham com ela. O tempo foi passando, as bandeirinhas diminuindo de tamanho, mas continuam até hoje com a mesma simbologia: de purificar o ambiente da festa.

Casamento

O “casamento caipira” é uma das partes mais divertidas da Festa Junina
O “casamento caipira” é uma das partes mais divertidas da Festa Junina

Ainda sobre os santos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo casamenteiro. Essa “fama”, segundo alguns religiosos, veio de pedidos feitos por moças ao santo em busca de noivo e marido. Umas das formas de conseguir isso é colocar a imagem de Santo Antônio de castigo de alguma forma. Uma das maneiras mais conhecidas é mergulhá-lo de cabeça para baixo em uma bacia com água.

Ainda sobre tradições de cunho matrimonial, o famoso casamento caipira surgiu como forma de chacota aos casamentos clássicos, já que foge dos “padrões tradicionais”. A noiva aparece grávida e o pai obriga o noivo a se casar com uma espingarda apontada para a sua cabeça, tendo o apoio do delegado da cidade, que é amigo da família da noiva. O teatro do casamento é ainda maior, já que o noivo, que está embriagado, tenta fugir sem sucesso. O casamento caipira é finalizado com os noivos, então casados, puxando o início da quadrilha.



As vestimentas da Festa Junina são inspiradas nas roupas da corte europeia
As vestimentas da Festa Junina são inspiradas nas roupas da corte europeia
Por Érica Caetano
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Mais um livro publicado!

 

Conversando com o meu editor, decidimos que seria bacana publicar o e-book Escolas e Escolhas como livro físico. É uma leitura que provoca a atenção dos educadores para as necessidades dos jovens ao decidir a profissão que pretendem exercer.  

Estou feliz com o resultado e já estou pensando no próximo! 

Quer conferir? 

Compre o e-book no Amazon ou solicite seu livro físico por meio do e-mail aparecidacunha2009@hotmail.com 

 

 Aparecida Cunha


terça-feira, 1 de junho de 2021

Como diminuir a ruminação e limitar a preocupação?

 Ruminar um pensamento é como ruminar um alimento. É ficar revirando algo que não alimenta, apenas ocupa espaço e pode machucar. Convidamos você a experimentar algumas técnicas simples para acabar com esse problema.

Como diminuir a ruminação e limitar a preocupação?

A síndrome da ruminação é uma doença na qual as pessoas regurgitam repetidamente alimentos do estômago para mastigar, engolir ou cuspir. Algo semelhante acontece com os pensamentos, por isso dedicamos este artigo a examinar diferentes estratégias para diminuir a ruminação de pensamentos.

Na ruminação psicológica, a pessoa gira e gira em torno de pensamentos que não são bons para ela. Ela os regurgita repetidamente sem uma função “nutricional”, que quando estamos falando da psique diz respeito à função de orientação ou educacional.

Assim, um determinado pensamento pode captar todo o foco de atenção, bloqueando-o e, muitas vezes, influenciando o humor de forma negativa.

A glicose, a gasolina do nosso cérebro, é desperdiçada sem mais nem menos. Não há nenhum destino a ser atingido, as horas passam dentro da nossa cabeça e não contam em nada na nossa vida. O pensamento permanece estático, como se nossa mente fosse uma cela sem nenhuma saída.

Se você conhece esse sentimento, neste artigo propomos uma série de técnicas e abordagens para conseguir ver a porta invisível de saída. O círculo de ruminação pode causar depressão ou ansiedade, por isso é melhor interrompê-lo o mais rápido possível.

Mulher preocupada

Diminuir a ruminação: adiamento da preocupação

Esta é uma estratégia clássica de tratamentos cognitivo-comportamentais. No entanto, é uma estratégia temporária, que é usada até que as habilidades de relaxamento e reestruturação para controlar a preocupação sejam aprendidas.

O procedimento seria o seguinte:

  • Identifique preocupações e outros pensamentos desnecessários ou desagradáveis ​​que estejam interferindo em seu rendimento ou prazer atualmente.
  • Escolha um período de preocupação de 15 a 30 minutos em que você não precise fazer nenhuma atividade. Não é conveniente que este momento seja imediatamente antes de dormir.
  • Quando você perceber que está preocupado, passe a preocupação para o período que você alocou para ela.
  • Use o período de preocupação para desenvolver estratégias para lidar com isso.

Este exercício o ajudará a perceber que muitas das preocupações que o ameaçam estão longe de ser urgentes. Isso o encorajará a perceber como elas interferem no seu momento presente, gerando, por sua vez, mais preocupações, porque são um obstáculo para terminar a tarefa em que você se encontra naquele momento. Uma saída comum, e frequentemente desastrosa, é agir sob a orientação de um impulso.

Diminuir a ruminação: verifique a utilidade de se preocupar

Este exercício permite que você verifique que apenas uma pequena parte dos resultados negativos que antecipamos ocorre de fato. A maioria das preocupações e problemas não acontecem, eles se resolvem sozinhos ou encontramos uma solução quando eles aparecem.

Para verificar a inutilidade da qual estamos falando, você pode realizar as seguintes etapas:

  • Escreva as preocupações que você teve na semana passada.
  • Relacione as preocupações e o tempo gasto com o resultado final. Anote as previsões catastróficas que foram cumpridas e as que não foram.
  • Avalie se o pensamento foi direcionado para a solução ou para o medo da sua incapacidade de enfrentá-lo.
  • Finalmente, especifique se os problemas encontrados estavam mais relacionados à tensão associada ao problema ou preocupação (insônia, dores de cabeça, tensão muscular, etc.) do que encontrar impedimentos reais em sua realização (impossibilidade de usar transporte público, avarias de última hora, roubos, etc.).

    Em muitos dos resultados da sua avaliação objetiva, você verá que o que é realmente exaustivo e limitante é antecipar um problema e uma suposta incapacidade de agir. A preocupação é uma forma disfuncional de lidar com os problemas, acreditando que, se você está preocupado, está ocupado resolvendo-os.

    Verificar se as nossas preocupações são úteis é uma forma eficaz de diminuir a ruminação.

    Diminuir a ruminação: descatastrofização

    Descatastrofizar não é ver um evento negativo como sem importância ou neutro. Por exemplo, pode ser muito perturbador estar sem trabalho. Trata-se de avaliar criticamente seu real impacto e possíveis soluções.

    O procedimento é o seguinte:

    • Anote suas preocupações e os resultados temidos.
      • Anote os resultados reais que aconteceram com você. Anote se eles foram melhores ou piores do que o esperado (muito pior, pior, um pouco melhor, bastante melhor, muito melhor) e quão bem você lidou com os resultados negativos.
    • Então, para que seja mais fácil se lembrar dessas informações, revise-as todas as tardes e reviva-as com a sua imaginação. Isso é muito mais eficaz do que fazer o exercício apenas verbalmente.

      Em vez de “fixar” ou “alimentar” pensamentos sobre as consequências negativas de certos eventos (por exemplo, ataque cardíaco), tente encontrar um ponto em que possa obter uma visão equilibrada do evento.

      Você pode não ter mais um emprego, mas pode passar um pouco mais de tempo com a sua família, se dedicar a outras atividades ou encontrar um trabalho melhor. Se o mal não pode ser usado, vamos usar o bem que ele nos deixa.

      Exposição e prevenção de resposta

      Para nos acostumarmos com certas sensações, podemos começar com uma exposição às preocupações usando a imaginação. Recomendamos que você implemente esta estratégia na companhia de um terapeuta treinado. Isso porque não é uma técnica aconselhável para preocupações ou choques emocionais, como o processo de luto após uma perda.

      O objetivo deste exercício é tentar se acostumar com as imagens ansiosas, conseguindo tolerar a emoção até que consigamos não associá-la a um determinado comportamento de segurança (ligar para um familiar antes de tomar qualquer decisão, verificar o e-mail várias vezes para ver se teve uma resposta ou tomar um ansiolítico ao menor sentimento de alarme ou angústia).

      • Crie uma imagem detalhada que inclua situações começando pelas menos perturbadoras ou ansiogênicas.
      • Evoque vividamente a primeira imagem perturbadora com a consequência mais desastrosa que possa surgir dela.
      • Depois que a etapa anterior for concluída, recrie a imagem na sua cabeça por pelo menos 25-30 minutos. Descreva em voz alta o que você está imaginando e como se sente.
      • Durante a exposição, você não deve aplicar estratégias de enfrentamento como reestruturação cognitiva, relaxamento ou tentar se distrair ou fugir da imagem. Claro, você não pode aplicar comportamentos de segurança como os que mencionamos antes.
      • No final da exposição, imagine como as coisas ficarão algum tempo depois (1 dia, 1 semana, 1 mês, 6 meses, 1 a 2 anos) para favorecer um processo de descatastrofização.
      • Depois de decorrido o tempo de exposição e partindo do pressuposto de que houve uma habituação à ansiedade, gere tantas alternativas quanto possível para a pior consequência antecipada.
      • Quando a exposição não gerar mais do que um leve nível de ansiedade, apesar de várias tentativas de imaginar vividamente a preocupação, passe para a próxima área de preocupação na hierarquia.
      Mulher ao vento de cachecol

      Ruminação positiva

      Trata-se de realizar um exercício de ruminação, mas com pensamentos de conteúdo positivo. Com isso, poderemos criar alguns efeitos curiosos a nosso favor, como o da profecia autorrealizável. Também evitaremos que pensamentos negativos entrem em nosso foco de consciência. A ideia é começar a ruminar sobre os pensamentos positivos da mesma forma que você faz com os negativos.

      • Os mesmos tipos de previsões irrealistas são gerados em comparação com quando ruminamos pensamentos negativos.
      • Ao mesmo tempo, se pensamentos automáticos ou sentimentos negativos interferirem, o terapeuta deve “lidar com eles” por um tempo, até que o exercício e a ruminação positiva tenham se estabilizado.
      • As imagens, sensações e acontecimentos são muito positivos e não totalmente realistas em relação, por exemplo, ao seu desempenho (triunfo, reconhecimento, etc.).
      • Quando uma ruminação foi estabelecida na intensidade semelhante à preocupação, o exercício é encerrado. Este é o momento de a pessoa se concentrar nas emoções vivenciadas.

      A pessoa vai entender que, assim como ocorre com a ruminação positiva, as preocupações constantes da ruminação negativa são irrealistas e não são uma boa maneira de resolver problemas. Podem existir ideias que permanecem na nossa mente que nada têm a ver com a realidade, sejam elas positivas ou negativas.

      Por amenteemaravilhosa.com.br

      quinta-feira, 11 de março de 2021

      Como meta de vida, americana decide doar 1 milhão de livros para estudantes de sua pequena cidade

       

      Publicado no Razões Para Acreditar

      A americana Jennifer Williams estabeleceu uma meta de vida: doar 1 milhão de livros para os jovens de Danville, no estado da Virginia (EUA). A população da pequena cidade estadunidense de 42 mil habitantes já recebeu 63 mil livros das mãos de Williams desde 2017.

      Grande parte das obras foram doadas aos estudantes da cidade. Segundo a benfeitora, em entrevista à CNN americana, a leitura incentiva a criatividade e o conhecimento.

      “[Ler] pode te levar a qualquer lugar. Você pode viajar no tempo e no espaço. Se você pode ler, você pode aprender qualquer coisa”, afirmou Williams, que deseja que todos os habitantes de Danville tenham acesso aos seus livros doados.

      A ideia de doá-los surgiu após alguns estudantes que passavam por sua tutoria pedirem para ficar com os exemplares para ler em casa. Como Williams possuía poucas cópias, precisou dizer não às crianças.

      Após este tipo de situação se repetir diversas vezes, William decidiu doar 300 livros para três projetos nos quais ela dava monitoria. Segundo a CNN americana, a Book Lady (Senhora dos Livros, em tradução livre) – como é apelidada em Danville -, contou também com ajuda de vizinhos e de fieis que frequentam a igreja que ela vai.

      Apesar de 300 livros serem o suficiente para alguns, Williams achou sua doação pouca. “Meu marido estava: ‘Nossa, parabéns’. E eu estava: ‘Bom, qualquer um pode fazer isso. Eu quero dar 1 milhão de livros’”, contou Book Lady.

      O valor da leitura
      Williams declarou que livros sempre foram importantes em sua vida. Sua mãe, que era bibliotecária, lia para ela e seus irmãos não só durante a infância, mas até eles entrarem na universidade.

      Seguindo esta ideia de tornar a leitura comum entre os jovens da cidade, todo ano Williams doa, pelo menos, um livro para cada aluno da escola de ensino fundamental de Danville.

      A cadeia de solidariedade se tornou tão grande na cidade, que a Book Lady sempre encontra livros deixados na porta de sua casa. Nesta corrente, Williams distribui alguns exemplares em locais públicos, como lavanderias e parques.

      Como se a doação de 63 mil livros em quatro anos não fosse suficiente, Williams ainda dá aula de escrita criativa e comanda um clube do livro na cadeia de Danville. A Book Lady é ou não é um exemplo de cidadã?!

      Por João Marcos/www.livrosepessoas.com