Método de estudo é indispensável para ter um bom rendimento escolar

mãe ensinando filha

Parece óbvio, mas muitos pais e educadores, ainda que concordem com o título deste artigo, não trabalham juntamente a seus filhos ou alunos a definição de métodos e processos de estudo que, uma vez consolidados e executados de forma regular, permitam as crianças e adolescentes obter os resultados que buscam atingir em suas atividades e avaliações escolares.
Mas qual método de estudo é o melhor para meu filho ou alunos?
O primeiro passo para se definir uma metodologia ou sistema de ensino mais apropriado para uma criança, pré-adolescente ou adolescente começa necessariamente pelo conhecimento prévio desta pessoa. Inicialmente se preocupe em fazer uma avaliação prévia na qual responda questões como as que seguem: [esta é apenas uma amostragem. Sinta-se à vontade para criar outras conforme a necessidade e de acordo com a faixa etária de seus alunos].
- Quem é o aluno?
- Como ele procede em sala de aula?
- A leitura é uma prática regular para esta criança ou adolescente?
- Por quanto tempo este estudante consegue focar em suas atividades de estudo?
- Quais são suas principais dificuldades? Em que tem mais facilidade?
- Há incentivo em casa para os estudos?
- Os ambientes para realização de estudos, pesquisas ou tarefas é adequado?
- A família acompanha a criança ou monitora o adolescente quanto a tarefas e estudos?
- Existem acordos e compromissos quanto ao estudo diário e a entrega regular de tarefas?
- A família define que a criança ou adolescente tem que inicialmente resolver suas tarefas e estudos para depois brincar, acessar a internet, assistir televisão ou realizar outras práticas de seu interesse?
Iniciar a definição de uma metodologia de estudos personalizada para seu filho(a) ou aluno(a) não pode prescindir de uma avaliação prévia do estudante que permita a você pensar as alternativas disponíveis para criar a rotina de estudos e trabalhos escolares dele(a).
A partir do momento que você tenha respostas para estas perguntas o próximo passo é definir compromissos e rotinas que sejam adequadas e possíveis para cada estudante. Crianças menores, por exemplo, alunos que estão cursando o 3º ano do ensino fundamental devem ter cargas menores ou mais espaçadas em relação as atividades para eles previstas. Adolescentes que estão se preparando para o ENEM ou vestibulares já tem maturidade e capacidade maior de foco o que lhes permite se organizar para jornadas mais longas de estudo.
O que se imagina é que a carga vá sendo gradualmente aumentada de ano para ano, dentro dos ciclos básicos de formação escolar. O apoio dos pais é essencial nos primeiros anos e, aos poucos, vai passando de uma ação mais próxima para um monitoramento e acompanhamento a distância na medida em que a criança amadurece e passa para a pré-adolescência.
Na adolescência os processos precisam estar consolidados o que dará para a família a impressão de que não é preciso mais acompanhar os passos de seus filhos. Não é verdade. A dispersão nesta idade, de grande alteração biológica por conta dos hormônios, é muito comum e irá pedir aos pais ou responsáveis que estejam por perto, questionando e cobrando comprometimento por parte de seus filhos.
Os anos iniciais de estudo no ciclo fundamental devem contar com ações regulares por parte dos pais como:
- Verificar agendas e cadernos de seus filhos junto com as crianças para saber o que há de tarefas e compromissos escolares.
- Sentar junto com a criança, em locais arejados, bem iluminados, sem distrações e orientar os estudos com dicas sobre por onde começar, definir pequenas pausas necessárias quando a criança se mostrar distante ou distraída, auxiliar quando tiver dúvidas (mas não fazer as atividades no lugar do aluno), mostrar como se faz uma pesquisa, explicar o que as palavras nos enunciados significam para que a criança saiba o que está sendo pedido são ações importantes juntamente a crianças que estão entre o 1º e o 5º ano.
- Quando há a migração para o ciclo 2 do Ensino Fundamental e surgem as diferentes matérias e professores é preciso ajudar os alunos em seu processo de organização. As práticas anteriores irão lhes dar segurança, mas é comum que, com tantos livros e compromissos, eles se percam um pouco. Neste sentido, ter uma agenda organizada irá ajudar muito os alunos. Anotar ali, diariamente, as tarefas, avaliações e projetos escolares irá facilitar a hora de estudos.
- Tendo ensinado seu filho a utilizar a agenda, passe a acompanhar seus estudos de forma regular, ou seja, com hora marcada, de preferência no horário alternado em relação as aulas regulares. Se as aulas são de manhã, depois do almoço, tendo descansado um pouco, o aluno terá entre 1 e 2 horas para resolver seus estudos. Não é só resolver tarefas propostas por diferentes professores o que o aluno deve fazer. É preciso revisar as matérias. Fazer anotações, registros das explicações durante as aulas ajuda muitos deles, neste sentido é preciso estar atendo e vencer a preguiça ou o deboche dos colegas. Durante os estudos, na medida em que alternar de matemática para geografia ou de história para inglês o aluno deve fazer uma pausa de 10 a 15 minutos para ir ao banheiro ou comer alguma coisa para, desta forma, migrar entre as diferentes áreas do conhecimento sem ficar confuso ou estressado durante esta mudança.
- Estudar em grupo, em qualquer faixa etária é demandado pelos professores. É preciso, no entanto, que a reunião não se torne um momento de tanta descontração que os trabalhos propostos não sejam realizados. Estipular metas mínimas de realização, sabendo dividir os participantes em relação as atividades para obter o melhor resultado final e, que todos saibam tudo o que foi feito é importante e pode necessitar do apoio de um adulto, principalmente quando as crianças são alunos dos primeiros anos do ensino fundamental.
- Outra importante ação para melhorar o desempenho escolar de seu filho ou de seus alunos é aumentar o acervo cultural deles oferecendo ou pedindo atividades que tenham como foco o contato com filmes, jornais, revistas, livros, poesias, músicas, visitas a museus, peças teatrais ou recursos selecionados criteriosamente na internet. Isso é de suma importância e o ideal é que seja trabalhado de forma lúdica, para ensejar o apreço pela cultura e a percepção de que aquilo que está sendo apresentado é algo de valor, que agrega conteúdo, gera argumento, permite crescimento e ajuda nos estudos regulares.
Quanto mais cedo começar, melhor, no entanto, na medida em que vão ficando mais velhos, avançando para o ensino médio, isso se torna ainda mais fundamental, tanto para sua formação plena quanto para o mais imediato, os exames de admissão na universidade.
Por João Luís de Almeida Machado/Planeta Educação

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