Apenas brincar de sucata não ensina sustentabilidade

Sustentabilidade é um assunto indispensável na trajetória escolar das crianças, e seus diversos modos de abordagem são muito-vindos para transmitir aos pequenos a noção de que os recursos do planeta são interdependentes e finitos. Porém, com a boa intenção de ensinar estes e outros valores para as crianças, muitas escolas recorrem a atividades incompletas que não dão conta de expressar a complexidade da cadeia de consumo.
Os brinquedos de sucata, por exemplo, são mesmo suficientes para falar sobre a importância da reutilização e reciclagem? Para provocar essa reflexão, o site Brincando Por Aí publicou o artigo "Construir brinquedo de sucata ensina sustentabilidade"?
Créditos: Shutterstock
É preciso mostrar para as crianças que a sustentabilidade é uma ação a ser posta em prática, e não apenas um discurso.
"Sucata é, em uma breve definição, um lixo produzido por uma sociedade consumista. Então, supostamente, antes de introduzir tal tema, seria interessante trabalhar o consumo consciente e como o processo de produção desses materiais afetam o meio ambiente, utilizando em grande quantidade recursos naturais cada vez mais escassos, como a água, por exemplo. "
De acordo com este pensamento, há uma série de outras práticas e atividades mais efetivas para falar sobre consumo consciente com as crianças. Mais do que tentar mais um produto, é possível, por exemplo, incentivar os pequenos a discutir sobre as etapas anteriores daquele objeto, por exemplo, se o suco que consomem no recreio é industrializado, ou se a escola separa lixo orgânico e reciclável. A proposta é mostrar para as crianças que o discurso se sustenta na prática.
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É preciso mostrar para as crianças que a sustentabilidade é uma ação a ser posta em prática, e não apenas um discurso.
"Poderíamos prestar atenção no próprio contexto escolar para descobrirmos se aplicamos esse conceito no dia-a-dia. Há muito desperdício durante as refeições? Os lanches que as crianças e os funcionários levam ou compram na cantina são, em sua maioria, industrializados? Qual a quantidade de embalagens que sobram a cada momento desses? Como essas embalagens são descartadas?", provoca o texto.
Por Redação Catraquinha/Catraca Livre

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