terça-feira, 6 de março de 2018

Base Nacional Comum Curricular tem nesta terça Dia D de Discussão

Crianças do Centro de Educação Infantil do Núcleo Bandeirante

Na próxima terça-feira (6) serão realizadas diversas ações voltadas para uma mobilização nacional em torno da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e do ensino fundamental.

Nessa data, que será marcada como o Dia D de Discussão da BNCC, o Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) vão promover discussões em diversas localidades explicando a estrutura e as competências do texto.

Vão participar do Dia D de Discussão da BNCC secretarias estaduais e municipais de educação, escolas e professores. Entre as atividades previstas estão apresentações informativas e dinâmicas, visando ao engajamento dos profissionais da educação no processo de concretização do currículo comum.
A Base Nacional Comum Curricular foi homologada em 20 de dezembro do ano passado. O documento, que apresenta os conhecimentos, competências e habilidades considerados essenciais no processo de aprendizado dos estudantes brasileiros ao longo da educação básica e servirá como referência para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares estaduais e municipais, foi cercado de polêmicas durante todo o ano.
O documento que já está em vigor trata apenas das diretrizes para os currículos das escolas de educação infantil e ensino fundamental. A base para o ensino médio deverá ser enviada pelo Ministério da Educação ao Conselho Nacional de Educação até o fim de março,
Edição: Nádia Franco/Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

segunda-feira, 5 de março de 2018

Por que você deve cercar-se de mais livros do que conseguirá ler em vida



Uma prateleira (ou um leitor de livros digitais) cheia de livros revela boas coisas sobre a sua mente.
A aprendizagem ao longo da vida ajudará você a ser mais feliz, ganhar mais e até mesmo manter-se saudável, dizem os especialistas.
Mais do que isso, muitos dos empresários mais inteligentes do mundo, de Bill Gates a Elon Musk, insistem que a melhor maneira de ser mais inteligente é lendo. Então, o que você faz?
Você compra livros, muitos livros.
Mas a vida é corrida e intenções são uma coisa, ações são outra. Logo você encontra sua prateleira (ou leitor digital) com títulos que você pretende ler um dia, ou livros que você folheou e depois abandonou.
Seria isso é um desastre para o seu projeto de se tornar uma pessoa mais sábia e inteligente?
Se você nunca lê nenhum livro, então sim. Talvez você queira aprender alguns truques para arrumar um tempo para ler em sua vida agitada e por que vale a pena dedicar algumas horas por semana ao aprendizado.
Mas se é apenas porque o seu ritmo de leitura não acompanha nem de perto seu ritmo de compra de livros, eu tenho boas notícias para você (e para mim, que definitivamente me encaixo nesta categoria): sua biblioteca lotada não é um sinal de fracasso ou ignorância, é um emblema de honra.
Por que você precisa de uma “antibiblioteca”
Este é o argumento que o autor e estatístico Nassim Nicholas Taleb explica em seu bestseller “O Cisne Negro”. O sempre fascinante blog “Brain Pickings” fuçou e destacou esta parte em um post muito legal.
Taleb inicia suas reflexões com uma piada sobre a incrível biblioteca do escritor Umberto Eco, que contém uma quantidade de livros de cair o queixo: 30 mil volumes.
Eco leu mesmo todos esses livros?
É claro que não, mas esse não era o ponto de cercar-se de tanto potencial de conhecimento ainda não realizado. Ao fornecer um lembrete constante de tudo que ele não sabia, a biblioteca de Eco o manteve intelectualmente faminto e continuamente curioso.
Uma coleção de livros que você não leu e que cresce constantemente pode fazer o mesmo por você. Taleb escreve:
“Uma biblioteca particular não é um apêndice estimulante do ego, mas uma ferramenta de pesquisa. Livros lidos são bem menos valiosos que os não lidos.
A biblioteca deve conter o tanto quanto você não sabe sobre seus recursos financeiros, taxas de hipoteca e o atual mercado imobiliário que caiba nela.
Você vai acumular mais conhecimento e mais livros a medida que fica mais velho e o crescente número de livros não lidos nas prateleiras vão olhar para você ameaçadoramente.
Na verdade, quanto mais você sabe, maior é a prateleira de livros não lidos. Vamos chamar essa coleção de livros não lidos de antibiblioteca.”
Uma antibiblioteca é um lembrete poderoso de suas limitações – a vasta quantidade de coisas que você não sabe, sabe pela metade, ou que um dia perceberá que estava errado.
Ao conviver diariamente com esse lembrete, você pode levar a si mesmo em direção ao tipo de humildade intelectual que aprimora as tomadas de decisões e conduz o aprendizado.
“Pessoas não andam por aí com anticurrículos dizendo a você o que elas não estudaram ou vivenciaram (esse é o trabalho dos concorrentes), mas seria legal se elas fizessem isso”, afirma Taleb.
Por quê? Talvez porque um fato psicológico bem conhecido é de que o mais incompetente é quem é mais confiante de suas habilidades e o mais inteligente é quem é cheio de dúvidas (sério, isso é chamado de efeito Dunning-Kruger).
É igualmente bem estabelecido que quanto mais prontamente você admite que não conhece as coisas, mais rápido você aprende.
Então pare de se culpar por comprar muitos livros ou por ter uma lista de livros para ler que você nunca vai terminar nem em três vidas. Na verdade, todos os livros que você não leu são um sinal de sua ignorância.
Mas se você sabe o quanto é ignorante, você está muito a frente da maioria das outras pessoas.

Publicado no Awebic/Texto de Jessica Stillman
Por Cristina Danuta/ Livros e Pessoas

Ficar de mãos dadas sincroniza cérebros e reduz percepção da dor

Dar as mãos para alguém que você ama altera o padrão de ondas cerebrais e pode funcionar como um analgésico natural, de acordo com novo estudo

 

Para tomar vacina. Durante o parto. Antes de um diagnóstico importante. O ser humano é um bicho esquisito: em situações de dor e medo, nós instintivamente procuramos a mão de uma pessoa para apertar.
Já na barriga desenvolvemos o reflexo de agarrar tudo que toca a palma da mão – por isso, gêmeos podem ser vistos de mãos dadas no útero – e, na vida adulta, dar as mãos permanece profundamente associado à sensação de segurança e conforto.
Mas, além de ser bonitinho, que efeito fisiológico o ato de dar as mãos pode produzir? Os pesquisadores do Instituto de Ciência Cognitiva da Universidade do Colorado em Boulder resolveram investigar o que acontece no cérebro.
Eles reuniram 22 casais heterossexuais jovens. Todos foram equipados com toucas de eletroencefalograma, cheias de sensores para monitorar a atividade cerebral. Cada casal foi exposto a alguns segundos de diferentes cenários: sentados juntos, mas sem encostar; sentados em salas separadas; e sentados juntos de mãos dadas.
Cada teste durou dois minutos. Aí, os cientistas incluíram um estímulo doloroso: uma barra de metal era aquecida a 43ºC, 45ºC e 47ºC graus e pressionada contra o braço das participantes mulheres por 7 segundos. Elas tinham que avaliar a intensidade da dor de 0 (sem dor) a 100 (a pior dor imaginável).
Os pesquisadores calcularam a temperatura que daria uma dor moderada, com “intensidade 60”, sem avisar as participantes. E aí pressionaram a barra por dois minutos seguidos, naquelas três mesmas configurações (juntos com o parceiro, separada do parceiro, dando as mãos para o parceiro). A cada rodada, elas tinham que dizer o quanto de dor estavam sentindo.
Ao final do experimento, os cientistas analisaram os dados do eletroencefalograma. A primeira coisa que perceberam é que quanto mais próximo o casal estava, mais similar era o padrão de ondas cerebrais detectado pelo exame, especialmente quando havia dor envolvida.
Esse fenômeno é chamado de “sincronização interpessoal”, e engloba não só ondas cerebrais, mas batimentos cardíacos e o ritmo da respiração – quando o organismo de uma pessoa começa a espelhar fisiologicamente as características de quem está por perto.
Essa sincronia atingia o ápice quando o casal estava de mãos dadas. Cruzando o eletroencefalograma com a percepção de dor, os pesquisadores perceberam que quanto mais similares as ondas cerebrais, menor era a dor relatada pelas participantes. Os menores níveis de dor foram relatados no estudo quando os casais estavam dando as mãos.
Os cientistas ainda não sabem explicar a conexão entre toque, ondas cerebrais e percepção da dor. Mas, focando só no toque, outras pesquisas dão uma boa ideia do que acontece no organismo.
O toque pele a pele entre seres humanos é um dos grandes gatilhos para a produção de oxitocina, o famoso “hormônio do amor”. Uma das características da oxitocina é reduzir sentimentos de ansiedade e dor, por diminuir os níveis de hormônios de estresse como o cortisol. É superútil para mães de recém-nascidos, que são invadidas por uma enxurrada de oxitocina durante o parto e depois, quando sentem o cheiro e encostam nos bebês.
Pode sair encostando em qualquer um, se quiser: até segurar a mão de estranhos tem efeito calmante em situações de estresse. Mas se quiser uma eficácia significativamente maior (e não tiver nenhum filho recém-nascido para segurar na altura do seu nariz), a melhor opção é agarrar a mão de alguém que você ama. Pelo menos até a dor passar.
 Por Ana Carolina Leonardi/Superinteressante


Arrumando a Biblioteca

 


 Diferentes espaços proporcionam diferentes atividades
Com tanto estímulo audiovisual, as crianças de hoje não ligam muito para os livros, preferindo os mini-games, vídeo games e computadores.
A escola tem o papel de desenvolver nos alunos o gosto pela leitura, mantendo uma biblioteca interativa, a fim de chamar a atenção dos estudantes, de proporcionar momentos agradáveis, de contação de histórias, de oficina de teatro, estimulando a criatividade dos mesmos, assim como as descobertas que o mundo literário pode trazer.
Na maioria das escolas, a biblioteca é só mais um espaço de visitas semanais, onde os alunos escolhem um livro e sentam-se individualizados, fazendo a leitura silenciosa do livro escolhido e sendo reforçados quanto à questão do silêncio que se deve manter no local.
Mas será que dessa forma a leitura pode se tornar um elemento agradável e que complementa as aprendizagens do aluno? Ou será apenas mais uma forma rígida de obrigar os alunos a escolherem um livro, que muitas vezes não tem significado para sua vida?
Dentro dessa visão, é preciso repensar a estrutura da biblioteca escolar, a fim de torná-la um espaço de troca de experiências, de novas formas de lidar com a leitura, de circulação do conhecimento - já que nela está um tão rico acervo bibliográfico.
Para isso, a equipe de professores deverá se reunir com coordenação e direção da escola, a fim de traçar as novas direções para a biblioteca, quais os objetivos que pretendem atingir através desse espaço, sempre voltados para o objetivo principal: fazer com que os alunos criem o hábito de leitura.
Antes de iniciarem as alterações no espaço, passeie com os alunos pelo mesmo questionando-os sobre o que poderia mudar no local, como gostariam que fosse aquele lugar, pois dessa forma perceberão que a biblioteca ganhará novo perfil, atribuindo-lhe um novo conceito, que deverá ser trabalhado em discussões na sala de aula.
Pensar no perfil que se dará à biblioteca também é fundamental: a divisão dos ambientes, um espaço para contação de histórias, um mural (varal) para trabalhos baseados em livros, muitos fantoches, um baú de faz de conta – com fantasias, acessórios, pedaços grandes de tecidos, utensílios de cozinha, maquiagem – e um pequeno palco para apresentações, que juntos darão movimento à biblioteca, assim como tem movimento os jogos eletrônicos e o computador.
Uma aparelhagem de áudio e vídeo também servirá para enriquecer os trabalhos desenvolvidos no espaço, motivando os alunos a fazerem pequenas apresentações.
A liberdade do uso do local deve ser trabalhada em sala de aula, a fim de amenizar a ansiedade e mostrar aos alunos a importância de serem responsáveis quanto à ordem e à conservação dos novos materiais, além dos livros.
Nas primeiras visitas os professores devem propor um roteiro, dividindo a turma em pequenos grupos, de acordo com os espaços criados na biblioteca. Porém, nas visitas subsequentes, devem deixar a atividade seguir livremente, a fim de estimular a criatividade dos alunos.
Durante as visitas à nova biblioteca, o professor terá o papel de dividir as tarefas com a bibliotecária, orientando os alunos nas atividades, dividindo de forma justa os materiais, solicitando a organização dos mesmos antes de bater o sinal para o término da aula, etc. Mas o fundamental será fazer anotações, relatórios de como as crianças e os adolescentes estão utilizando o local, até mesmo registrando suas falas, para serem discutidas depois com a equipe da escola.
Com isso, os profissionais encontram meios para qualificar o trabalho, assim como mudam os conceitos dos alunos (pré-estabelecidos) de um momento na biblioteca da escola. Com certeza, o prazer pelo ambiente favorecerá o gosto pela leitura e também pelas diversas atividades que podem ser realizadas no local.
E a biblioteca deixa de ser aquele espaço poeirento, fechado, chato, onde não se pode conversar, ganhando movimento e vida.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Birra x Crise no TEA: como diferenciar?





Você sabe diferenciar birra de uma crise na criança com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?
Realmente, ambas as circunstâncias podem parecer em primeira instância muito similares. Por isso, compreender essas situações é um importante passo para saber como conduzir a criança e, assim, fazer o manejo mais adequado em resposta a cada uma delas.
Em linhas gerais, a chamada “birra” é comportamental e consiste numa explosão desencadeada por uma frustração. Já a crise é um colapso decorrente de uma sobrecarga sensorial.

Vamos entender melhor cada uma delas:
A birra é um recurso que a criança utiliza para chamar a atenção ou para conseguir alguma coisa que deseja de seus pais ou cuidadores (sejam eles da família ou não – como professores na escola, por exemplo). Costuma ocorrer quando é negado a ela. Portanto, trata-se de uma espécie de “estratégia” para que uma situação se reverta em favor dela.
Chorar, se debater no chão, gritar são alguns desses mecanismos característicos da birra. Outro aspecto comum da birra é que geralmente ela persistirá se a criança ganhar atenção pelo seu comportamento, mas diminuirá quando ignorado. Quando a birra ocorre e os pais “cedem” às explosões das crianças, elas podem repetir o comportamento na próxima vez em que lhes for negado o que querem.
Para tentar resolver a situação, procure demonstrar empatia pela suposta necessidade da criança, sem ceder à sua decisão (caso ela seja uma resposta negativa ao desejo que foi manifestado). É possível prevenir a birra e evitar que desencadeie um quadro de irritabilidade (ou mesmo de uma crise) lançando mão de ações como aquelas baseadas no método conhecido como Análise Comportamental Aplicada (ABA).
Já a crise no TEA, também conhecida como “colapso”, costuma ocorrer quando a criança com TEA é exposta a estímulos sensoriais com os quais ela não consegue lidar. Pode ser desde um ruído, até luzes, vozes ou mesmo uma mudança na rotina a qual ela esteja habituada.
O colapso é uma tentativa desencadeada pelo organismo da criança com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio, estabilizando as emoções.

O que fazer nesse caso?
Diferentemente da birra, a crise tende a cessar após um desgaste emocional – o que nem sempre é a melhor resposta, dado a exaustão que pode ser gerada na criança.
O ideal para acalmar a criança é afastá-la da fonte de estímulos e/ou propor atividades das quais ela goste. São atitudes que poderão redirecionar o foco dela tirando-a da crise.
Um dos recursos que podem auxiliar a acalmar a criança é identificar os gatilhos que precedem uma crise. Essa estratégia pode ajudar a evitar o episódio ou a manejá-lo de uma melhor maneira.
Procure ficar atento. Mapeie os sinais e compartilhe suas percepções com a equipe multiprofissional que acompanha a criança para que juntos possam encontrar os recursos ideais para gerir cada uma delas, seja uma birra, seja uma crise.
Também pode ser bem-vindo conversar com a criança, caso haja essa possibilidade. Ouvi-la e compreender o que está gerando determinada ansiedade pode ser um caminho positivo para que encontrem uma solução. Às vezes, o que ela precisa é de um abraço, um carinho ou mesmo, que brinquem com ela.
Lembre-se: procure sempre oferecer ao autista uma atmosfera de segurança e tranquilidade, para que ele consiga se sentir reconfortado e regule seus sentidos e emoções.

Referências:
Bennie, Maureen. Tantrum vs Autistic Meltdown: What Is The Difference? Autism Awareness Centre. Disponível em https://autismawarenesscentre.com/what-is-the-difference-between-a-tantrum-and-an-autistic-meltdown/ Acessado em 23 de fevereiro de 2018.
Morin, Amanda. The Difference Between Tantrums and Sensory Meltdowns. Understood.org. Disponível em https://www.understood.org/en/learning-attention-issues/child-learning-disabilities/sensory-processing-issues/the-difference-between-tantrums-and-sensory-meltdowns Acessado em 22 de fevereiro de 2018.
Wise, Rachel. How to Handle Temper Tantrums (Home & School). Education and Behavior. Disponível em http://www.educationandbehavior.com/how-to-handle-a-temper-tantrum/ Acessado em 24 de fevereiro de 2018.

Por NeuroConecta

quinta-feira, 1 de março de 2018

Errata: 53 Sites que oferecem cursos online gratuitos para fazer em 2018


As informações sobre a EduK estão equivocadas, segue abaixo orientações repassadas por Raiane Saraiva, assessora da referida instituição: 

 A plataforma disponibiliza planos de assinaturas, bem parecidas com a Netflix."Diariamente, entre segunda e sexta-feira, a partir das 14H, cursos de diferentes áreas são transmitidos ao vivo e, a maioria, gratuitamente, desta forma qualquer pessoa pode ter acesso. Em seguida, eles entram em um catálogo que fica disponível para assinatura, onde os alunos podem assinar por meio de três planos diferentes, que variam de acordo com cada necessidade.
O Plano Básico (12 x R$ 19,90) permite assistir aos cursos de uma categoria, o Plano Duplo (12 x R$ 24,90) acesso a duas categorias, já com o Plano Premium (12 x R$ 29,90), o aluno pode ter acesso a todas as categorias do site. Além disso, ao final de cada curso, o aluno pode se submeter a um teste em busca do certificado."


Aparecida Cunha

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Dançar pode ajudar a combater o envelhecimento cerebral

Dançar para combater o envelhecimento cerebral

Você sabia que pode dançar para combater o envelhecimento cerebral? Isso mesmo, dançar, além de ser um excelente exercício para o corpo, também exercita nossa mente. Uma forma divertida de manter nossos cérebros ágeis, independentemente da idade.
De fato, para os mais velhos dançar é uma das melhores maneiras de manter o equilíbrio entre corpo e mente. Além disso, a atividade física de maneira geral, e a dança em particular, podem ajudar a reverter os sinais do envelhecimento cerebral nesta etapa. 

“Existem atalhos para a felicidade, e a dança é um deles”.
-Vicki Baum-
 Fazer exercício e dançar para combater o envelhecimento cerebral
À medida que envelhecemos, ocorrem várias alterações no cérebro, incluindo uma diminuição do tecido cerebral, a redução do fluxo de sangue e diminuição na comunicação entre as células. Todas essas mudanças interferem no funcionamento cognitivo, particularmente a aprendizagem e a memória.
Vários estudos têm sugerido que a atividade física na vida adulta pode ajudar a retardar o declínio cognitivo associado à passagem do tempo. Nesse sentido, um estudo publicado pela revista Neurology encontrou uma relação direta entre exercício regular de intensidade média a alta e um desgaste mais lento da memória e habilidades de pensamento para maiores de 50 anos.Dançar para desacelerar a perda cognitiva
No entanto, fazer exercícios de intensidade média a alta não é algo muito atraente para muitos, principalmente a partir dos 50 anos, não é verdade? A boa notícia é que existem maneiras eficazes de fazer exercícios e, ao mesmo tempo, lutar contra o envelhecimento do cérebro que não envolvem ir até a academia ou colocar tênis para corrida, como dançar. É o que garante o novo estudo publicado pela revista Frontiers in Human Neuroscience.

O efeito da dança no hipocampo

O referido estudo contou com 52 adultos saudáveis com idades entre 63 a 80 anos. Cada participante foi aleatoriamente dividido entre um dos dois grupos possíveis durante 18 meses. Um dos grupos foi orientado a participar de uma aula de dança de 90 minutos durante esse período, enquanto o outro grupo participaria de um treinamento de força e resistência que também duraria 90 minutos por semana.

Note que a atividade física variou em cada um dos dois grupos. Assim, enquanto o grupo de dança enfrentou novas rotinas a cada semana, as atividades de força e treinamento de resistência do outro grupo eram repetitivas.
No grupo de dança, mudanças constantes aconteceram na rotina e, a cada duas semanas, passos, padrões de braços, formações, velocidade e ritmo mudavam para manter os participantes em um processo de aprendizagem constante. Desse modo, o aspecto mais desafiador para os participantes foi lembrar das rotinas sob a pressão do relógio e sem nenhuma ajuda do instrutor, exatamente como orientado pelos pesquisadores.
No início do estudo e no final (após 18 meses), cada participante fez uma ressonância magnética do cérebro. Além disso, o equilíbrio dos participantes antes e após a intervenção foi avaliado por meio de um teste de organização sensorial.
Os pesquisadores perceberam que ambos os grupos demonstraram um aumento no volume do hipocampo, mas nos que dançaram o aumento foi maior. Somente as pessoas que dançaram demonstraram crescimento de conexões neuronais no giro denteado, a região do cérebro associada com a aprendizagem, memória e emoção e que, além disso, é a região geralmente mais afetada por mudanças cerebrais relacionadas com a idade.

Dançar é um excelente exercício para os mais velhos

Os pesquisadores especulam que o processo de aprendizagem contínuo envolvido na dança poderia explicar os benefícios adicionais observados. Na verdade, a equipe descobriu que a dança também levava a melhoras significativas no equilíbrio dos participantes, enquanto o grupo de treinamento de força e resistência não registrou tal progresso.

Dançar é um excelente exercício para os mais velhos
Os pesquisadores explicam que o grupo que dançou durante 18 meses mostrou aumentos em algumas partes do hipocampo, enquanto essas mudanças não foram observadas no outro grupo. Isso indica que, além da condição física, outros fatores inerentes à dança também contribuem para as mudanças de volume do hipocampo.
Por essa razão, os pesquisadores afirmam que os desafios adicionais no programa de dança, como, a estimulação cognitiva e sensório-motora, por exemplo, causou mudanças no volume do hipocampo, além das atribuídas somente à aptidão física de maneira geral.
Eles deixam o lembrete de que a atividade física é um dos elementos que deve fazer parte do estilo de vida e contribuir para uma vida independente e saudável que dure o maior tempo possível, já que ajuda a prevenir fatores de risco e frear o declínio relacionado com a idade. Para isso, dançar é uma ferramenta poderosa, capaz de propor novos desafios para o corpo e a mente, especialmente na terceira idade.
Por amenteemaravilhosa.com.br