sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Aluno nota mil na redação do Enem defende democratização do cinema

EnemDentre quase 3,9 milhões, Vinícius foi um dos 53 com nota máxima
Hoje (17), ao acessar o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, o paraense Vinícius Adriano Amaral surpreendeu-se com o resultado. Ele é um dos 53 participantes que obtiveram nota mil na redação, a nota máxima, em todo o país. “Bateu uma  ansiedade nos últimos dias. Antes de sair a nota, a gente sempre sofre. Pelas estatísticas, a gente vê que é muito difícil conseguir. Fiquei muito feliz”, diz.

Na prova, que tinha como tema Democratização do acesso ao cinema no Brasil, Amaral defendeu ingressos mais baratos e maior incentivo por parte do poder público para que mais pessoas possam frequentar salas de cinema. “Aqui em Belém, eu frequento o Cine Líbero Luxardo. Eu usei esse projeto do Governo do Pará como exemplo do que o governo está fazendo para mudar a realidade da falta de democratização”, conta.

Vinculado à Fundação Cultural do Estado do Pará, fundado em 1986 para valorizar o cinema de arte e de rua em Belém, o cinema tem ingressos a R$ 12 a inteira. O nome  é uma homenagem a um dos pioneiros do cinema na Amazônia. “Ainda tem muito a ser desenvolvido no país [para a democratização do cinema]”, defende.

O estudante citou também o livro Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, que trata de uma epidemia que deixa cegos os habitantes de uma cidade, e comparou a cegueira retratada no livro à falta de sensibilidade às dificuldades no acesso à cultura no país. “Há uma falta de mobilização da população em relação à democratização”, diz. 

Outra obra citada por Amaral foi A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, que mostra um garoto pobre, que vive em uma estação de trem em Paris, que acaba tendo acesso ao cinema de forma inusitada. 

Amaral acredita que todo esse repertório ajudou na hora da nota. “Eu acho que o principal ponto é, após conhecer a estrutura de uma redação do Enem, focar em repertórios muito bons. Assistir filmes, assistir séries. Muita gente acha que tem que usar um repertório de filosofia, e outros eruditos. Às vezes, o diferencial é trazer um filme, um projeto local ou uma citação literária. Isso ajuda a mostrar que se tem conhecimento em várias áreas”.

Preparo 


Para se preparar para o exame, além de frequentar a escola, Amaral foi aluno no Curso de Redação Professora Nicinha Câmara. Ele chegou a escrever dois textos por semana durante o ano.  

“Sempre instigamos [os alunos] a fazerem, refazerem os textos, sempre buscando o melhor”, diz a dona do cursinho e professora, Nicinha Câmara. “Para o Enem, tem que treinar arduamente, semanalmente. Sempre buscar reconstruir esse texto se não estiver a contento. Se não conseguem nota, tem que refazer, porque isso vai levar à melhora”, diz.   

O estudante terminou o ensino médio no ano passado. Agora, ele quer cursar medicina. Apesar de tirar a nota máxima na redação, ele acredita que não obteve pontuação suficiente nas demais provas, mas que seguirá tentando. “Tirar essa nota na redação ajuda muito para tentar novamente esse ano. Isso acaba proporcionando uma visibilidade e uma possibilidade de desconto em cursinhos”, diz. 

Resultados


Os resultados do Enem foram divulgados hoje (17) e podem ser acessados no aplicativo do exame e na Página do Participante.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dos quase 4 milhões de participantes do Enem 2019, 53 obtiveram a nota máxima, mil, e 143.736 zeraram a redação. Os principais motivos para nota zero foram: redações em branco (56.945 casos); fuga ao tema (40.624) e cópia do texto motivador (23.265). A média da nota da redação foi 592,9.

Em março, os estudantes terão acesso ao chamado espelho da prova, que contém detalhes da correção dos textos e as notas em cada uma das competências avaliadas na redação.
Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Ouvir sua música preferida aumenta o desempenho

Ouvir sua música preferida aumenta o desempenho
Pesquisa do Reino Unido afirma que a disposição aumenta com o seu som favorito
Fazer exercícios, trabalho da faculdade ou tomar uma difícil decisão é importante estar tranquilo mentalmente. Para manter esse relaxamento e o foco é preciso ter estímulos, um deles é ouvir sua música preferida.
Segundo estudo publicado por pesquisadores da Universidade Keele, no Reino Unido, foi comprado que, ouvir sua música favorita pode fazer você se sentir mais disposto e diminuir a percepção de esforço durante exercícios físicos ou outras atividades cotidianas. Pop, rock, samba ou forró, qualquer tipo de música serve.
Segundo o método da Programação Neurolinguística (PNL), a ancoragem é responsável por isso. Âncoras são gatilhos visuais, auditivos ou cinestésicos os quais se tornam associados com respostas ou estados particulares. Estímulo que está ligado a um estado fisiológico. Associação que permite evocar experiência original. Qualquer coisa que dê acesso a um estado emocional.
Em geral as âncoras são externas. Um cheiro específico pode nos levar a uma cena, um momento de vida. O tom de voz da pessoa querida pode trazer emoções, ou o tom de voz do seu cantor preferido ou música preferida.
Âncoras se criam por repetição (Ex. parar diante de um farol vermelho). Âncora se cria instantaneamente se a emoção for forte e o momento certo. Fobias são âncoras negativas.
Nós fazemos âncoras instantâneas todo o tempo, mas a PNL nos ensina a usar o processo de forma mais consciente, o que nos permite fazer a auto âncora.
A âncora é um estímulo forte, porém não é estável (com o tempo desaparece). Outra maneira recorrente em que a ancoragem pode ser usada é fechar os olhos e buscar lembranças felizes. O corpo e a mente respondem ao estímulo, com isso a produtividade aumenta.
O IPC (Instituto Profissional de Coaching) utiliza-se desta poderosa técnica em seus treinamentos de PNL. A própria Presidente, Madalena Feliciano, afirma utilizar em vários momentos esta técnica, principalmente nos dias em que se sente cansada ou precisa de força e coragem extra para resolver alguma questão e diz: “Sinto me empoderada toda vez que utilizo minha âncora”
Madalena Feliciano é CEO do IPC (Instituto Profissional de Coaching) - Master em PNL, Hipnóloga e Coach Profissional, recebeu prêmios nacionais e internacionais como: ANCEC - Referência Nacional e Qualidade Empresarial em 2016, 2017 e 2018, Top Five em 2016 no seu segmento de coaching e treinamento comportamental e recentemente foi condecorada com o Título de Embaixadora pela Divine Academie em Paris. Ministra diversos treinamentos de desenvolvimento humano, Coaching, PNL, Hipnose, Analista Comportamental DISC, dentre vários outros.
Madalena Feliciano/segs.com.br

Quebra-cabeça – Origem, benefícios psicomotores e curiosidades do jogo

O quebra-cabeça pode ser muito mais do que um brinquedo para crianças. Isso, porque ele ajuda a desenvolver benefícios psicomotores.


O quebra-cabeça ou “puzzle”, como é chamado em inglês, é um brinquedo muito antigo. Inegavelmente, um dos melhores passatempos para crianças e adultos.
Além disso, ele contribui para o desenvolvimento de uma série de benefícios psicomotores.
Mas se engana quem pensa que o quebra-cabeça foi inventado recentemente. Como eu disse, ele é antiquíssimo. E, primeiramente, sua invenção foi para outro fim.
Origem do quebra-cabeça
Apesar de até hoje os historiadores não conseguirem dizer quando o quebra-cabeça surgiu, existem teorias a respeito de sua origem.
Uma das mais aceitas é a de que o cartógrafo inglês, John Spilsbury, inventou o brinquedo. Com o intuito de fazer seus alunos aprenderem geografia, em 1760 John criou um conjunto de peças com as partes do mundo. Juntas, elas formavam o mapa do mundo. Usando placas de madeira e estiletes, Spilsbury proporcionou aos seus alunos divertimento e aprendizagem.
Mas há quem diga que o quebra-cabeça foi inventado pelos chineses. O Tangram é um brinquedo milenar na China. Ele possui apenas sete peças, mas que possibilitam a formação de várias imagens. Contudo, ele é bem diferente dos quebra-cabeças no qual somos acostumados.
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores

Exemplo do modelo usado por Spilsbury – Fonte: christies

De fato, após da invenção de Spilsbury, o “puzzle” se popularizou muito. A saber, eles eram feitos manualmente, por isso eram muito caros. Foi somente na Revolução Industrial (1760–1820/1840) que o quebra-cabeça barateou. Isso, porque os avanços tecnológicos da Revolução proporcionaram as ferramentas necessárias para a confecção mais rápida e barata do brinquedo.
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores
Desde de que se popularizou, o quebra-cabeça ganhou várias formas e gravuras. Mas o que mais chamou atenção foi os benefícios causados a quem se dispõem a brincar com ele.
Durante a Grande Depressão (1929), o brinquedo viveu um boom em sua produção. Houve, até mesmo, aluguel de quebra-cabeças por 10 centavos a hora! Acima de tudo, as pessoas buscavam ter satisfação e realização ao jogarem o brinquedo. 


















Segundo a especialista Anne Williams, o passatempo é ótimo para ajudar a criar um elo entre as famílias. Por ser um jogo que exige tempo e paciência, ele auxilia no desenvolvimento dessas coisas nas relações familiares. Além de ajudar a promover diálogos.
Sobretudo, para Williams, a construção do quebra-cabeça auxilia ainda no desenvolvimento de vários fatores psicomotores. Como:
 Noção espacial; desenvolvimento cognitivo, visual e social; coordenação motora; raciocínio lógico; criatividade; percepção; paciência.
O jogo também auxilia pessoas que sofrem do Mal de Alzheimer.
Curiosidades 
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores

Quebra cabeça Convergence – Fonte: .minhalojanouol O maior quebra-cabeças se chama “Keith Haring: Double Retrospect”. Ele tem 32.256 peças, mede aproximadamente 5,44m x 1,92m e sua embalagem pesa impressionantes 17kg. A reprodução do quadro “Convergence”, de Jackson Pollock, é considerado um dos quebra-cabeças mais difíceis de se montar. Em 1997, no Peru, o grupo guerrilheiro Movimento Revolucionário Tupac Amaru invadiram a residência do embaixador do Japão. Com mais de 72 reféns, e frustados com as negociações eles pediram um quebra-cabeça de 2 mil peças. Isso com o fim de que os reféns pudessem ter um passatempo e não ficassem tão estressados com as negociações. Em 1933, os quebra-cabeças passaram a serem feitos em papel cartão. Sobretudo, isso o tornou mais barato, chegando a gerar uma venda de cerca de 10 milhões por semana! 
Quebra-cabeça - descubra sua origem e seus benefícios psicomotores

Maior quebra-cabeça do mundo – Fonte: piniming

Por Segredos do Mundo/R7

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Conheça as opções terapêuticas para o TEA

Opções Tarapêuticas
Após o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é hora de iniciar uma nova etapa: conhecer as opções terapêuticas.
É por meio da intervenção no desenvolvimento do autista que é possível estimular seu aperfeiçoamento em diferentes competências: sociais, de linguagem, motoras, psicológicas e intelectuais. Com isso é possível reduzir impactos do TEA e ampliar a independência funcional e qualidade de vida do autista.
Entre as perspectivas terapêuticas há a Análise do comportamento aplicada (ABA), terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia farmacológica – isto é, com uso de medicamentos se necessário.
As linhas de condutas costumam se balizar num consenso publicado em 2012 (Autism Spectrum Disorders: Guide to Evidence-based Interventions – The Missouri Autism Guidelines Initiative) – no qual se apresentam diretrizes que indicam intervenções comportamentais e farmacológicas no autismo, reconhecidas com base em evidências científicas:

Análise do Comportamento Aplicada (ABA)

Trata-se de uma ciência sendo uma abordagem da psicologia comportamental que trabalha para alterar sistematicamente comportamento da pessoa com autismo, incentivando comportamentos positivos, a interação com outras pessoas, ensinando novas habilidades, ampliando a motivação para aprender, entre outros.

Terapia de fala

Tem por objetivo trabalhar a capacidade de interação do autista com as pessoas por meio do aperfeiçoamento da linguagem falada (verbal), o que possibilita expressar necessidades e vontades com autonomia. Costuma ser aplicada por um fonoaudiólogo, que deve atuar preferencialmente em conjunto com demais profissionais e familiares.
Vale destacar que alguns indivíduos com TEA são não verbais e incapazes de desenvolver habilidades de comunicação verbal. Neste caso passa a ser desenvolvido o uso de gestos, linguagem de sinais e programas de comunicação de imagens como meios de estabelecer comunicação eficaz.

Terapia Ocupacional (TO)

Focada no aspecto motor do autista, para habilitá-lo a exercer atividades de vida diária básicas como vestir, escrever, usar uma tesoura, entre outros.  A TO trabalha também na integração de atividades em seu dia a dia que satisfazem suas necessidades sensoriais e reduz o excesso ou a falta de estímulo. Quando bem trabalhada, permite autonomia tanto ao indivíduo com TEA quanto pessoas de seu convívio, como familiares.

Fisioterapia

Também aperfeiçoa habilidades motoras e auxilia a lidar com aspectos sensoriais, principalmente em relação à percepção do seu corpo no espaço. Basicamente, trabalhará as habilidades motoras bruta, tônus muscular, marcha, planejamento motor, no equilíbrio, o que possibilitará melhorar o andar, sentar, coordenar etc.

Farmacológica

Aplicada alinhada às demais terapêuticas. Cada caso será analisado pelo médico que acompanha o autista que deverá acompanhar todo o processo medicamentoso para analisar eficácia. Quando necessário, auxilia a controlar irritabilidade e comportamentos agressivos.
Há ainda terapêuticas ditas alternativas (complementares) que não possuem comprovação científica de eficácia. Caso você tenha conhecimento de alguma delas, converse sobre isso com o médico e equipe de profissionais que acompanha o caso. Muitas ainda estão no âmbito da pesquisa e tem se mostrado promissoras num futuro, como a terapia gênica e a chamada terapia celular – que usa células-tronco como ferramenta terapêutica. A prática de exercícios físicos também tem demonstrado resultados positivos, quando integrada às demais terapêuticas.

Atenção

Todo este conjunto de condutas terapêuticas para a manutenção e promoção da qualidade de vida da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo só será eficaz se não estiver restrito apenas à responsabilidade da equipe multidisciplinar que o acompanha. É fundamental que a família e demais pessoas que convivem com o autista estejam integradas e interagindo em sinergia em prol do desenvolvimento de seu familiar ou amigo.
Encorajar o autista a seguir em frente por meio do estímulo ao melhor desempenho de suas habilidades, respeitando suas particularidades e limitações, é o caminho mais promissor para o êxito no tratamento.
Por Dra. Fabiele Russo/NeuroConecta

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

5 dicas para melhorar sua leitura


É fato que diversas vezes desistimos de fazer a leitura de um livro ou um texto, por não conseguirmos entender e extrair as ideias principais. Isso também ocorre em diversas situações nos vestibulares, já que também acabamos errando diversos exercícios por não conseguirmos interpretá-los. Pensando nisso, o QG elaborou uma matéria especial com 5 dicas de leitura para você que quer “devorar” os livros! Confira:
Antes de tudo, é importante ressaltar que a leitura é um exercício contínuo, que deve sempre ser exercitado, não importa se o texto escolhido é um livro de literatura, ou uma bula de remédio.
1. DISTRAÇÕES
Muitas vezes quando sentamos para ler algo, acabamos nos distraindo, seja porque não sentamos de uma maneira confortável, seja porque estamos em um ambiente mais barulhento. Nesse sentido, para que você se concentre e entenda verdadeiramente o que cada palavrinha quer dizer, é necessário fugir para um lugar mais tranquilo como um quarto, uma biblioteca ou um parque. Além disso, o celular muitas vezes pode se tornar um inimigo, já que passamos muitas horas do dia vidrados na telinha, e a cada notificação interrompemos a leitura. Por isso, é sempre bom deixar o celular ou afastado, ou no modo silencioso!
2. ANDE COM SEUS LIVROS
Apesar do dia a dia de muitos de nós serem bem pesados, volta e meia surge um tempinho em que não fazemos nada, como quando estamos no transporte público, em uma aula vaga ou no intervalo do trabalho. Por isso, sempre ande com um livro ou um texto na mochila, vai que surge uma vontade de passar a hora lendo?
3. OBJETIVOS
Ao lermos um romance e ao lermos um artigo científico, não usamos o mesmo tipo de compreensão. Isso porque cada tipo textual tem suas especificidades e maneiras de se entender. Um romance, por exemplo, tende a ser mais subjetivo, enquanto um artigo tende a ser mais objetivo. Tendo isso em mente, é necessário traçar metas e objetivos com a leitura de cada tipo textual. O que estou em busca? Tenho tempo? Preciso memorizar? Que resultado espero com essa leitura?
4. ILUMINE
É fato que não conseguimos lembrar de 100% dos textos que lemos, mas é super importante que saibamos quais são as ideias principais, pois isto é um indicador de que ler está sendo uma atividade eficaz. Por isso, circular, sublinhar e iluminar auxiliam muito na fixação dos assuntos principais.
5. ANOTE
Quando estamos lendo, há muitos trechos que analisamos melhor, e que nos ajudam a compreender o resto do texto. Por isso, esteja sempre anotando, seja no próprio livro/apostila, seja em uma folha separada, pois suas observações e impressões sobre aquele assunto, te auxiliam a guiar sua leitura!
Por fim, exercitar nossa leitura é uma atividade que promove uma melhoria não só na escrita, como na comunicação oral. Além de nos agregar diversos assuntos e histórias interessantes, também expande nosso vocabulário e nossa visão de mundo. Tente usar aquele tempinho livro para ler aquele livro, aquele texto da faculdade, aquela matéria do jornal, ou a bula do remédio que você acabou de comprar!
Por Cristina Danuta/www.livrosepessoas.com/publicado no R7

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Por que educação financeira nas escolas é importante


Crédito: Imagem de Rudy and Peter Skitterians por Pixabay
Não é de hoje que a educação do brasileiro anda mal,  porém, vez ou outras surgem iniciativas que dão esperanças de mudanças na situação, como por exemplo a inclusão de conteúdos de educação financeira nas escolas.
Um exemplo disso é que, na última homologação da base comum curricular a temática educação financeira foi inserida no currículo da educação formal..
Entenda como ela funcionará e por que é importante tratarmos o tema educação financeira nas escolas

Saiba como funcionará

De acordo com a proposta, qualquer matéria poderá ter educação financeira, porém ela foi colocada dentro da Matemática, com características de ciências humanas, focando no comportamento.
O centro das discussões será nos resultados e o que fazer com ele, não apenas nas contas.
A preocupação maior é que desenvolver na criança a concepção sobre o ser, o fazer e o ter, nesse contexto, um dos grandes desafios é capacitar os professores brasileiros a lidar com esse novo cenário.
Com as aulas de educação financeira nas escolas espera-se desenvolver a autonomia da criança e ajudá-la a decidir o que fazer com o dinheiro que passará pelas suas mãos.
Acrescenta-se que existe uma preocupação muito grande no planejamento da abordagem, já que trabalhará com os sonhos desses indivíduos.

Educação financeira nas escolas faz surgir adultos responsáveis

São nas escolas onde as pessoas são educadas e recebem instruções que serão importantes para que possam conviver em sociedade.
Através delas os conhecimentos que nos ajudará a conviver em comunidade são reforçados, aprendemos vários outros que ajudará no direcionamento das nossas profissões, ou seja, é um local de formação do indivíduo.
Por entender que saber lidar com dinheiro deve fazer parte do comportamento, e não apenas saber cálculos, adotou-se um viés comportamental na forma como o ensino será trabalhado.
Nesse contexto, é importante que se considere todos os aspectos que possam auxiliar na construção do indivíduo, e, dada a importância de cada ente para o desenvolvimento econômico no contexto local ou global, é fundamental que as instituições se preocupem em construir também uma base de conhecimento sólida nesse campo. 

Ela contribui para a melhora econômica do país

A ação de um indivíduo isolada pode não causar grande impacto, porém quando se mobiliza toda uma massa os resultados têm maior possibilidade de serem alcançados.
O conhecimento aprendido no colégio é algo que se incorpora na população gradativamente, ao logo dos vários anos de estudos.
Tendo como base que nos anos iniciais existe mais facilidade de serem serem absorvidos, já que a pessoa está em processo formativo, uma Base Nacional Curricular que leve em consideração esses fatores é essencial para o desenvolvimento econômico do país.
A educação financeira nas escolas ajudará  no entendimento sobre a necessidade de se administrar os recursos de forma sustentável.
Trazer ela para o contexto da sala de aula contribui com a formação de indivíduos mais conscientes no uso de seus recursos, menos endividados, com metas financeiras bem definidas e com estratégias adequadas para alcançá-las.
A educação financeira nas escolas, ao ter seu conteúdo diluído em várias disciplinas, facilita a assimilação do assunto ao relacionar sua vinculação a diferentes temas, porém é necessário estudo e preparo dos professores, para que a abordagem seja realizada de maneira a alcançar de forma efetiva seus objetivos, além do estabelecimento de formas que possam fornecer dados para se constatar a evolução.
Por Mateus de Moura Oliveira/euqueroinvestir.com
Mateus de Moura Oliveira

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Estudo mostra disparidade na expectativa de vida de homens e mulheres na AL

Diferença em BH é de cinco anos a favor das mulheres, indica levantamento que contou com participação da UFMG
Vista de Belo Horizonte, uma das seis metrópoles que foram estudadas
Vista de Belo Horizonte, uma das seis metrópoles que foram estudadas Carol Morena / Medicina UFMG
Em média, mulheres vivem bem mais do que homens em seis metrópoles latino-americanas – Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile), Cidade do México (México), Cidade do Panamá (Panamá), São José (Costa Rica) e Belo Horizonte (Brasil) –, segundo estudo realizado pelo projeto Saúde Urbana na América Latina (Salurbal), que conta com participação da Faculdade de Medicina. Essa diferença de expectativa de vida é determinada pelo nível socioeconômico, em especial pelo nível de escolaridade. As conclusões da pesquisa foram publicadas, no mês passado, em artigo na The Lancet Planetary Health.

“Em relação às outras metrópoles do estudo, Belo Horizonte está bem situada, porque a diferença entre a expectativa de vida do homem e da mulher (média de cinco anos) é menor do que em quase todas as outras cidades analisadas”, afirma a professora Waleska Caiafa, que participou do estudo. Apenas São José, capital da
Costa Rica apresenta uma diferença menor – média de três anos. Em outras três cidades, as diferenças de expectativa de vida entre mulheres e homens é muito grande: 16 anos na Cidade do Panamá, 11 em Santiago do Chile e nove na Cidade do México.
“Isso significa que os homens estão morrendo muito mais cedo, e isso representa um sério problema demográfico. Sem contar que há muitos casos em que só eles trabalham. Portanto essas mortes precoces comprometem a renda da família”, comenta Caiafa.
O estudo indica o nível médio de educação em cada região da área urbana como determinante para a expectativa de vida de seus moradores. No caso de Belo Horizonte, viver em uma área com maior nível de escolaridade pode implicar uma expectativa de vida maior em quase cinco anos.
No levantamento, a educação foi tomada como marcador para avaliar a relação da expectativa de vida com a questão socioeconômica. Para isso, os pesquisadores consideraram o nível adequado de escolaridade da pessoa aos 25 anos, ou seja, quantos anos de estudo ela acumulou até essa idade em uma região analisada. “Sabe-se que as pessoas estão vivendo mais, então esse é um trabalho importante para avaliar a relação com as desigualdades injustas, ou seja, como as pessoas
com mais acesso à educação e melhores condições econômicas têm maior expectativa de vida do que aquelas com menos acesso ou poder econômico”, afirma Waleska Caiaffa.
De acordo com o professor Usama Bilal, da Universidade de Drexel, na Filadélfia (EUA) e primeiro autor do estudo, esta é a primeira vez que se mapeia a magnitude extrema das desigualdades chamadas de injustas, ou iniquidades, em relação à expectativa de vida em várias áreas urbanas de grandes cidades da América Latina. “Trata-se de um primeiro passo fundamental para reduzi-las ou erradicá-las no futuro”, avalia.
BH e região metropolitanaNa avaliação sobre os 21 municípios compreendidos pela Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), verificou-se que a capital tem expectativa de vida mais alta do que os outros municípios próximos, e seus moradores um nível médio superior de escolaridade. 
De acordo com a professora Waleska Caiaffa, que coordena o ramo Brasil no
Salurbal, há lugares em que a diferença entre a expectativa de vida pode aumentar em sete e oito anos, para mulheres e homens, respectivamente, de acordo com o local onde residem.
Para a professora, a heterogeneidade entre as subáreas (localidades dentro da mesmo região metropolitana) revela desigualdades importantes que comprometem a qualidade de vida da população, ainda que não sejam tão destoantes como em Santiago, no Chile, e na Cidade do Panamá, por exemplo. Em Santiago, a diferença na expectativa de vida entre as subáreas é de quase nove anos (homens) e 18 anos (mulheres).
Ambiente urbano e saúdeO Saúde Urbana na América Latina (Salurbal) é um projeto de pesquisa que tem o objetivo de estudar como as políticas e o ambiente urbano afetam a saúde dos moradores das cidades latino-americanas. Seus resultados servirão de referência para subsidiar futuras políticas e intervenções para tornar as cidades mais saudáveis, equitativas e sustentáveis. O estudo é financiado pela Wellcome Trust.
Por Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina/UFMG