quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Como o Transtorno Opositor Desafiador afeta o desenvolvimento do autista

 

O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) é uma condição bastante comum na infância e pode ser uma comorbidade associada ao autismo. Sendo assim, as duas condições podem aparecer ao mesmo tempo na pessoa.

O TOD afeta muito o comportamento da criança ou do adolescente com autismo e isso pode comprometer o seu desenvolvimento.

É comum que as pessoas com TOD fiquem mais irritadas, apresentem padrões persistentes de comportamentos negativistas, sejam mais desobedientes e desafiem as regras e os pais com frequência.

Tanto o TOD quanto o autismo podem causar comportamentos inadequados em relação a si mesmos ou às outras pessoas. É possível que as crianças diagnosticadas com qualquer um dos transtornos (ou ambos) sintam dificuldade para se adaptar aos ambientes e fazer amizades.

Por isso, quando ambos os transtornos se manifestam, a interação social da criança torna-se ainda mais difícil.

Causas do TOD

Não há uma causa conhecida para o TOD. Os especialistas acreditam que pode ser uma combinação de fatores hereditários e ambientais. Conviver em um ambiente familiar conturbado e ambíguo pode contribuir para o surgimento do Transtorno.

Há casos em que existe uma disposição ou temperamento natural de uma criança por questões genéticas e também problemas com os pais que podem envolver falta de supervisão, pouca ou muita disciplina ou negligência.

Quais são os sintomas?

Os sintomas de TOD costumam surgir quando a criança tem entre 6 a 8 anos de idade. A criança adota uma postura de teimosia frequente, além de hostilidade e lado desafiador. Esses comportamentos podem comprometer as intervenções precoces como ABA, por exemplo.

É muito importante realizar um diagnóstico o quanto antes para começar as intervenções precoces. Ações para controlar os sintomas são fundamentais para aumentar a qualidade de vida da pessoa com TOD e autismo e melhorar seu comportamento. Além de prevenir que o quadro evolua para um Transtorno de Conduta.

Uma criança autista e opositora, por exemplo, pode demorar a receber o diagnóstico de ambos os transtornos. E assim, leva mais tempo para começar as terapêuticas adequadas que o ajudam a desenvolver suas habilidades sociais.

Alguns sinais incluem:

  • Teimosia exagerada;
  • Resistência a cumprir com as regras e combinados;
  • A criança incomoda e perturba as pessoas de forma proposital;
  • São hostis e irritados;
  • São desobedientes;
  • Podem agredir verbalmente familiares;
  • Responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;
  • É comum que se aborreça sem motivos;
  • Apresentam surtos de raiva e tendência vingativa.

O que pode ser feito?

Após a confirmação do duplo diagnóstico, é importante que os pais e cuidadores sigam as instruções dos especialistas consultados como neurologista ou psiquiatra infantil. Esses profissionais estão preparados para perceber os sintomas e indicar o melhor tratamento.

O tratamento pode incluir psicoterapia para melhorar as habilidades de resolução de problemas, de comunicação e controle de impulso. Também poderá ser prescrita alguma medicaçãopara regular as emoções da criança ou jovem.

Consequências sem intervenções adequadas

As crianças e adolescentes com transtorno desafiador de oposição e também com autismo podem ter problemas familiares, nos relacionamentos e na escola, caso não recebam um tratamento/apoio adequado.

Sabe-se que as crianças com TOD e autismo podem ter dificuldade em fazer e manter os amigos e os relacionamentos de forma geral. Além disso, pode afetar o seu desempenho escolar e aprendizagem.

Em alguns casos, o diagnóstico de TOD pode se agravar até desenvolver um transtorno de conduta, que é um quadro mais grave de transtorno de comportamento.

Nesses casos, apresentam comportamentos ainda mais agressivos, violam as leis e podem ser cruéis ou violentos com os animais e as pessoas, por exemplo.

Referências:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28713321/

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/oppositional-defiant-disorder/symptoms-causes/syc-20375831

https://childmind.org/article/what-is-odd-oppositional-defiant-disorder/

Por Dra. Fabiele Russo/NeuroConecta


segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

E lá se vai janeiro...

 

    Olá amigos, levando em conta o modo turbo em que o ano de 2020 passou, vale uma atenção cuidadosa aos desdobramentos do novo ano, tendo em vista aproveitar cada momento e tirar o melhor de cada experiência. Portanto, vem aquela perguntinha que não quer e nem deve calar: o que você pretende para 2021? 

Sei perfeitamente que vivemos um período de grandes incertezas e que planejar pode ser um tanto frustrante, mas isso não passa de desculpa, afinal, a vida sempre foi e sempre será incerta. Com ou se Covid. O que precisamos entender é que nossos planos não podem ser engessados. Precisam ser continuamente avaliados e adaptados à nossa condição. O que não dá é viver sem objetivos, sem sonhos, sem perspectivas. 

Nesse sentido, vale muito a pena planejar pequenas ou grandes novidades para dar uma mexida na vida, deixar circular novos ares e renovar as energias. Existem infinitas possibilidades, para todos os gostos. 

Você pode começar com uma pequena reforma na casa, que pode ser feita com leves mudanças entre os espaços, pinturas de móveis e paredes, com custo mínimo e muita diversão, testando seus dotes artísticos; pode optar por fazer um curso online sobre qualquer coisa que lhe interesse. Existe uma infinidade de cursos grátis, que só precisa pagar o certificado; pode começar a praticar atividades físicas compatíveis com sua condição de saúde e situação financeira. Ou seja, não precisa ter dinheiro para se mexer; pode começar uma reeducação alimentar e gradualmente organizar sua dieta para uma vida mais saudável; pode criar projetos interessantes para executar no seu trabalho; pode planejar uma ação organizada e continuada de caridade; pode planejar passeios românticos com seu parceiro para dar uma renovada no relacionamento... 

Enfim, podemos fazer muita coisa para tornar a vida mais interessante e instigante.  Cabe a cada um de nós escolher o caminho que atenda às nossas necessidades e curtir os passos que nos levarão onde desejamos chegar. E o melhor, se não der para chegar onde planejamos, o percurso por si só terá valido a pena. Pense bem, você pode fazer diferente, basta querer!  

E aí, vai encarar? Então, corra, porque janeiro já está indo embora...       

Aparecida Cunha 


quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Inteligência naturalista: no que consiste e para que serve?

 

O que é a inteligência naturalista e para que serve? Que relação tem com a natureza? Quais personagens famosos podemos dizer que possuíam esta inteligência muito desenvolvida? Descubra aqui!

Graças ao psicólogo e pedagogo Howard Gardner, pudemos saber que não existe apenas um tipo de inteligência, e sim oito. Até o momento, a atenção era dada apenas à inteligência lógico-matemática e à linguística (principalmente nas escolas e nos testes de inteligência). Felizmente, hoje sabemos que existem muitas outras. Uma delas é a inteligência naturalista.

Este tipo de inteligência está relacionado com a nossa capacidade de nos relacionar com o ambiente e seus elementos. Ela nos permite observar a natureza, entendê-la, classificá-la e organizá-la, além de estabelecer relações entre seus elementos (flora e fauna, por exemplo).

Certamente, é uma das menos conhecidas e, acima de tudo, é uma das menos valorizadas academicamente falando. No entanto, como veremos, certamente foi essa inteligência que ajudou nossos antepassados a conhecer melhor o seu entorno e sobreviver. Conheça este e outros dados curiosos sobre ela aqui!

Gota de água em folha

O que é a inteligência naturalista e para que serve?

A inteligência naturalista faz parte da Teoria das Inteligências Múltiplas proposta pelo psicólogo e pedagogo Howard Gardner (Estados Unidos, 1943), uma teoria elaborada e difundida nos anos 80. Especificamente, a teoria data de 1983, mas a inteligência naturalista só foi adicionada ao modelo em 1995.

A que o conceito de inteligência naturalista faz referência? Trata-se da capacidade de categorizar elementos do ambiente, reconhecendo suas diferenças e a forma como se relacionam entre si, a fim de utilizar tal informação para interagir com estes elementos de forma benéfica.

Por outro lado, as conexões e relações que este tipo de inteligência nos permite ter com os elementos do ambiente podem nos ajudar a melhorar a interação que temos com ele. Na realidade, este conceito engloba o contexto urbano, suburbano e rural, ou seja, não apenas o “meio natural”.

Objetivo: sobreviver

A inteligência naturalista é, provavelmente, a que mais ajudou nossos antecedentes a evoluir, a se adaptar ao meio, a exercer influências sobre ele e, definitivamente, a sobreviver. Por essas razões, alguns especialistas situaram sua origem na era Paleolítica.

Além do fato de sobreviver, hoje em dia esta inteligência nos permite conhecer melhor a natureza e elaborar hierarquias dentro dos próprios sistemas naturais, muito úteis para determinados campos do saber (como a biologia, por exemplo).

Famosos com inteligência naturalista

Quem possui (ou melhor, possuía) uma alta inteligência naturalista? Podemos citar o cientista naturalista Charles Darwin (Shrewsbury, 1809 – Down House, 1882), ou o geógrafo e naturalista Friedrich Heinrich Alexander (Berlim, 1769 – 1859).

Estes autores foram capazes de adentrar os ambientes naturais e aprender com eles, identificando suas espécies animais e vegetais, aprendendo suas características definidoras e utilizando essas informações em benefício próprio e da sociedade. É exatamente disso que trata a inteligência naturalista.

Características definidoras

Na definição de Gardner para a inteligência naturalista, é dada muita ênfase ao tipo de informação com a qual se trabalha a partir desta inteligência (e não tanto ao que se faz com tal informação). Sim, é verdade que muito se fala desta inteligência como um processo, mas acima de tudo, fala-se ainda mais dos conteúdos que podem ser tratados através dela.

Estes conteúdos fazem referência, como dissemos, aos elementos da natureza, às particularidades anatômicas de cada uma das plantas e animais que observamos, etc. Assim, ativaremos a inteligência naturalista quando nos encontrarmos em um ambiente natural ou diante de um espaço com diferentes formas de vida e seres vivos.

Processos envolvidos

Quais processos mentais são ativados quando utilizamos a inteligência naturalista? Principalmente a observação, a atenção seletiva e sustentada, as habilidades de classificação e categorização, a realização de inferências e a identificação de relações, bem como a formulação de hipóteses relacionadas ao ambiente.

Por outro lado, é um tipo de inteligência que nos permite experimentar e nos orientar na natureza, o que, por sua vez, pode nos ajudar a conhecê-la melhor e valorizá-la mais. Ou seja, se adotarmos um comportamento um pouco filosófico, a inteligência naturalista também tem relação com a apreciação da beleza e com o amor pelo meio ambiente.

“Mantenha seu amor para com a natureza, pois ela é a verdadeira forma de entender cada vez mais a arte”.
-Vincent Van Gogh-

Conexão com a natureza

Sobreposição com as outras inteligências?

A inteligência naturalista poderia se sobrepor, em alguns casos, com outros tipos de inteligência propostos por Gardner. É o caso da inteligência linguística, por exemplo. É verdade que utilizamos esta última inteligência para conceituar os elementos identificados, mesmo que estes provenham da natureza?

Por outro lado, a inteligência lógico-matemática nos permite entender as hierarquias e as categorizações que elaboramos graças à inteligência naturalista. Como vemos, estas duas últimas poderiam, inclusive, se complementar. Finalmente, para apresentar outro exemplo, no caso da inteligência espacial, esta inteligência serviria para aplicar todos os conhecimentos “obtidos” graças à inteligência naturalista em um ambiente concreto e em tempo real.

Definitivamente, a inteligência naturalista não é, nem de longe, uma das mais conhecidas. Porém, sem dúvidas, é uma das que mais influenciou nossos antepassados a sobreviver e se adaptar ao meio ambiente. A título de curiosidade, embora para exercê-la estejam implicadas muitas áreas a nível cerebral, geralmente considera-se que ela possui uma maior relação com o hemisfério direito do que com o esquerdo.

“A natureza nunca se apressa. Átomo por átomo, pouco a pouco ela alcança seu objetivo”.
-Ralph Waldo Emerson-

Por amenteemaravilhosa.com.br 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Música ajuda no tratamento de idosos com problemas cognitivos e psicológicos

 

A musicoterapia pode influir positivamente na qualidade de vida dos pacientes

Foto: Reprodução / Internet

A música é uma das formas de expressão humana mais sensíveis e significativas na vida das pessoas. E pode ser um instrumento terapêutico importante no tratamento de idosos com problemas cognitivos e psicológicos. Para a psicóloga do Residencial Club Leger, Daniela Bernardes, a musicoterapia pode ajudar a fomentar a interação social e influir positivamente na qualidade de vida dos idosos.

"Canções e composições nos remetem aos momentos de outrora e podem despertar boas sensações e sentimentos. Com um repertório bem escolhido, levando em conta o histórico dos envolvidos na atividade, suas preferências e análise detalhada de memórias afetivas envolvidas na escolha, essa atividade pode fomentar a interação social e mudanças significativas na qualidade de vida dos idosos", explica Bernardes, que coordenada atividades de musicoterapia no Residencial Club Leger.

A musicoterapia é uma técnica de tratamento que utiliza a música associada a várias atividades para tratar várias alterações da saúde, pois melhora o humor, aumenta a autoestima, estimula o cérebro e até melhora a expressão corporal. Estudos realizados atestam que a musicoterapia contribui para melhorar aspectos físicos e emocionais dos idosos.

"Por ter a capacidade de despertar momentos prazerosos e lembranças agradáveis, tanto naqueles que possuem sua memória preservada, como naqueles que passam por distúrbios que geram perda de memória, é que a musicoterapia pode ser capaz de gerar bem estar em moradores de residenciais de idosos", avalia a psicóloga.

Por jeonline.com.br



quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Que venha 2021!

 

    Sinceramente, esse ano não estava com vontade de repetir as velhas frases e cumprir os mesmos rituais. Pensei em desistir do branco que sempre usei, olhei com desdém para a roupa que usei o ano passado...simplesmente não estava afim. Mas será que vale a pena fazer birra com a virada do ano?  

Certamente não foi um ano fácil para ninguém, foram muitas perdas, muitas dores, muitos sonhos que se perderam em noites traiçoeiras. E na hora da retrospectiva nem dá vontade de festejar. Contudo, aqui estamos. E se não há o que comemorar, há muito o que refletir. Não dá para simplesmente desanimar, porque ainda temos muito a realizar.  

Portanto, que a virada de ano seja de fato uma virada de página. Sem vitimismo, sem revolta, sem medo. Que as lágrimas que derramamos possam lavar nossas almas e clarear nossas mentes. Que permaneçam as lições e se solidifiquem tornando-nos fortes e iluminados. Que em 2021 possamos superar 2020, transformando cada cicatriz em sinal de crescimento. 

 E assim sendo, Feliz Ano Novo, afinal, não precisamos que tudo esteja perfeito para ter uma mente feliz. Precisamos sim, decidir levantar a cabeça, olhar para a frente e pensar em coisas bacanas para realizar no ano que vem. Brindemos ao que virá, porque somos os protagonistas e escrevemos parte do roteiro. Que sejamos os mocinhos e nossa história seja inspiração. E de repente deu vontade de procurar aquela roupa branca que gosto de usar... Que venha 2021!!     

Aparecida Cunha 


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Novo e-book na rede!


 A boa de hoje é que decidi dividir com vocês, um trabalho muito interessante sobre coaching escolar, que faz uma análise instigante sobre a difícil escolha dos adolescentes ao concluir o Ensino Médio e ter que decidir qual profissão irá seguir. 

O e-book Escolas e Escolhas: os benefícios do coaching escolar para adolescentes do ensino médio, como apoio estratégico para a decisão da profissão a seguir, traz uma importante reflexão sobre adolescência, educação, programação neurolinguística e coaching educacional, apresentando uma visão pouco discutida e de grande relevância na qualidade de vida dos nossos jovens. 

Vale a pena conferir! 

Aparecida Cunha 

domingo, 27 de dezembro de 2020

MEC abre novas vagas em curso online para professor de alfabetização

 

Curso começa em janeiro e inscrições podem ser feitas pela internet

Nesta quarta-feira (24), 40 mil novas vagas no curso online Alfabetização Baseada na Ciência (ABC) foram abertas pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Segundo o MEC, a oferta inicial foi dobrada devido à procura. As primeiras 40 mil vagas já  abertas em 8 de dezembro foram preenchidas em 10 dias.

A capacitação é gratuita, destinada a profissionais da educação que atuam na alfabetização de crianças e a estudantes de licenciaturas. Com carga horária de 160 horas, o curso terá início em 11 de janeiro de 2021.

Aulas

As aulas serão realizadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec), por meio de vídeos, material de leitura e tarefas de estudo, concebidos de acordo com os princípios da gamificação (uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas).

“O objetivo é melhorar a qualidade da alfabetização das nossas crianças, um compromisso do governo brasileiro. Para isso, é preciso preparar e valorizar os nossos professores”, disse o presidente da Capes, Benedito Aguiar.

Intercâmbio

A produção do curso, que é parte do programa de alfabetização escolar Tempo de Aprender, resulta da cooperação internacional entre a Capes, a Secretaria de Alfabetização (Sealf) do MEC, a Universidade do Porto (UP), o Instituto Politécnico do Porto (IPP) e a Universidade Aberta de Portugal (Uab).

A parceria prevê, além da formação a distância, levar professores alfabetizadores a Portugal, em 2021 e 2022.

As inscrições podem ser feitas pela internet.

Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil - Brasília/ Edição: Maria Claudia