quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Ministério oferece programa de capacitação sobre astronomia

 

A primeira edição do Projeto Imagens do Céu Profundo terá início em 19 de janeiro. O objetivo do programa é estimular os educadores a motivar seus alunos no estudo da astronomia, examinando e discutindo imagens do céu profundo, planetas e objetos menores, como cometas e asteroides.

Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, em colaboração com o Observatório Nacional (ON) e outras instituições vinculadas à pasta, o programa é gratuito e tem como público-alvo escolas, instituições, clubes de ciências e demais interessados em popularizar a ciência entre cidadãos voluntários.

De acordo com o ministério, ao fim do programa, os estudantes serão capazes de entender como trabalha um astrônomo profissional.

A ação é uma parceria entre o ministério e o International Astronomical Search Collaboration (Iasc/Nasa), com apoio do ON, da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA).

Para este programa, o Iasc firmou uma parceria com o Observatório Las Cumbres (LCO), que lidera o projeto 100 Horas para 100 Escolas, e conseguiu 100 horas de seu sistema de telescópios de 0,4 metro. Com isso, será possível obter todas as imagens necessárias para o programa.

Professores e voluntários do ensino fundamental, do ensino médio e do EJA podem participar do programa formando equipes compostas por até cinco estudantes.

Treinamento

O ON e o Mast farão o treinamento com os professores, que ocorrerá no dia 19 de janeiro, às 10h e às 17h (horário de Brasília), de forma virtual. O link será divulgado aos inscritos. No programa, os líderes das equipes vão selecionar objetos de céu profundo (galáxias, nebulosas e aglomerados de estrelas), planetas e corpos menores (asteroides e cometas), para serem capturados por telescópios do LCO.

Cada professor terá 90 minutos para tirar de sete a nove imagens, dependendo do objeto a ser visualizado. As imagens serão exclusivas de cada professor e sua equipe.

Para participar desse programa, é preciso ter uma conta LCO e apenas professores podem solicitar essa conta. Ao final do programa, tanto o professor quanto os estudantes receberão certificados.

Colaboração

O programa 100 Horas para 100 Escolas (100/100) é uma colaboração entre várias organizações envolvidas no fornecimento de programas de ensino de astronomia de alta qualidade. As 100 escolas selecionadas vêm de 1.300 escolas que participam ativamente da Colaboração em Pesquisa Astronômica Internacional.

Os professores são convidados a escolher e desenvolver um projeto com seus alunos. Uma série de projetos serão sugeridos, do básico ao avançado, com treinamento oferecido por meio do Programa de Formação de Professores Galileo e do Global Hands on Universe.

Edição: Fábio Massalli/Agência Brasil

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Aprenda a organizar seus livros de uma vez por todas com essas dicas

 


Publicado no Terra

Organizar livros nem sempre é uma tarefa fácil, afinal eles exigem muitos cuidados. E caso não estejam guardados corretamente, eles podem amassar ou estragar, ficando com aquela famosa “orelha” nas páginas. Existem diversas formas de colocá-los em uma estante, o que depende tanto do gosto pessoal quanto do espaço disponível.

Além disso, eles também podem fazer parte da decoração do ambiente, seja do quarto ou, até mesmo, da sala. O ideal é investir em prateleiras para otimizar a organização, mas se você não sabe por onde começar, confira essas dicas que vão te salvar na hora de botar tudo em ordem.

Como organizar livros da melhor maneira possível

Desapegue
Todo mundo tem aquele livro que sabe que não vai ler mais e, mesmo assim, ele continua guardado em um canto. Chegou o momento de se livrar deles e de todos os outros que não são mais necessários. Não há porque continuar guardando-os e fazer isso só ocupa espaço. Você pode vendê-los para um sebo ou, quem sabe, doar para uma biblioteca.

Comece com a limpeza
Livros são delicados e pedem um espaço higienizado, por isso, antes de qualquer coisa é importante fazer uma faxina no ambiente em que eles serão guardados. Se utilizar um pano úmido, lembre-se de esperar a superfície secar completamente. E não se esqueça: os livros também precisam ser limpos, seja com uma toalha de flanela ou espanador de pó.

O que não é usado fica no topo ou embaixo da estante
Já leu aquele título ou então está guardando para depois? Então o deixe no topo ou na parte debaixo da estante, pois eles não precisam estar ao alcance das mãos. Isso facilitará a organização, já que eles estão em lugares de difícil acesso, raramente será necessários removê-los de lá.

O que é usado com frequência deve ficar na altura dos olhos
Agora aquele livro que você está lendo no momento, os que são usados para estudar e os livros de receita devem ficar na altura dos olhos e a fácil alcance. Já que eles sempre vão sair da estante, é importante não ter dificuldades para pegá-los.

Ordem de organização
Existem diversas formas de colocar os livros em ordem, tudo depende da sua preferência. As mais comuns são organizar por título da obra ou autor, por tamanho ou por cores. Essa última opção também cria a possibilidade de encapar todos os livros para que fiquem todos da mesma tonalidade, podendo combinar com a decoração do ambiente. As monocromáticas ficam enlouquecidas!

Acessórios para decoração
Além de apenas livros na estante, invista em objetos decorativos, para trazer um charme a mais ao ambiente. Aposte em porta-retratos, com fotos da família e amigos, ou em pequenos vasos de plantas. Outra opção são os aparadores, que ajudam os livros a ficarem na posição vertical e ainda podem fazer parte da decoração.

Para espaços pequenos
Se na sua casa não há espaço para uma estante, existem outras opções para organizar livros. É possível guardá-los em gavetas, com cuidado para não amassá-los, ou então em baús e na mesa de cabeceira, dessa forma eles também decoram o quarto. Isso é ideal para quem quer economizar espaço ou tem poucos títulos. E que tal categorizá-los em um caderninho para quando precisar, você ir até o lugar correto?

Por João Marcos/www.livrosepessoas.com


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Resoluções para um ano novo feliz!

 

Foto da Shopify Partners 

Parece que foi ontem que eu estava nesse mesmo lugar escrevendo minha mensagem de Ano Novo, me debatendo entre sentimentos de dor e superação. Posso sentir uma luz inundando meu ser e me enchendo de esperança e paz. Afinal, a superação venceu a batalha e o ano foi cheio de aprendizado.  

Olhando para o ano que passou, com todos os desafios que vivenciamos, é com o coração cheio de gratidão que fecho esse ciclo e começo a considerar as resoluções para o ano novo. Aí vem a velha sensação de que resoluções de ano novo se assemelham a proposições de conferências que só são revisitadas no momento de reescrever tudo. E então acabamos por copiar e colar quase tudo, com tímidas alterações.  

É aí que eu proponho com ousadia e fé: vamos virar esse jogo? 

O que planejamos para 2021? O que deu certo? O que não deu? Sobre o que planejamos e não deu certo, ainda é um desejo? Se sim, dá para saber por que não deu certo? 

Pense bem, muitas vezes criamos a ilusão de que poderemos mudar tudo o que não gostamos na nossa vida de um momento para o outro. Como isso poderia dar certo? 

Então vamos lá, planejar metas viáveis e factíveis e dar um passo por vez. Olhar o novo ciclo que se inicia cheios de esperança, como o raiar de um novo dia, cheio de possibilidades. Escrever cada página com coragem e fé, respeitando os nossos limites, mas reconhecendo a necessidade de crescimento. Não é apenas uma virada de calendário, é uma renovação de energia. Vivenciamos o aniversário de Jesus com todas as emoções que essa data de amor nos proporciona e encaramos uma nova agenda para preencher com novas experiências. 

Para o ano que se encerra, que possamos agradecer as lições, festejar as vitórias, fazer preces por todos que cruzaram os nossos caminhos, tanto aos que trouxeram bênçãos como aos que trouxeram aprendizado. Todos foram importantes porque trouxeram situações pelas quais precisávamos passar. E o melhor é que boas ou más, essas situações se foram. Que permaneçam apenas os bons sentimentos e ao adentrar no novo ano, apenas a luz penetre em nossos corações e que ela irradie deixando um rastro de amor por onde passarmos. E que a nossa principal resolução seja ser feliz, ser luz, ser amor. 

Feliz 2022!!!   

Aparecida Cunha  

 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Covid e H3N2: como lidar com os extremos entre os cuidados necessários e o pânico generalizado?

 



Mais uma vez, justamente quando começamos a baixar a guarda, nos deparamos com o surto de gripe, que aliada com a Covid 19, parece despertar uma série de emoções que lutamos para controlar há um bom tempo. O que parece ser um ciclo sem fim nos indica certos posicionamentos que precisamos considerar. 

Afinal, comportamentos extremos não ajudam em nada. Equilíbrio é tudo.  

Cuidar da saúde é uma atitude que deve ser prioridade em nossas vidas. Até porque todos os nossos planos dependem diretamente da condição física para colocá-los em prática. Ainda que possamos fazer as adequações necessárias às nossas limitações, sejam elas provisórias ou permanentes. Portanto, o autocuidado entra em cena como o grande trunfo do momento.  

Um detalhe fundamental que muitas vezes esquecemos, é que não podemos pensar em autocuidado, sem olhar com atenção para a nossa saúde mental. Nesse sentido, alimentar o medo e deixar que ele assuma a condução de nossas vidas, vai de encontro a tudo o que se preconiza na busca de uma mente saudável. 

Por essa razão, precisamos buscar o equilíbrio e encontrar meios para passar por mais essa crise sem nos deixar abater. Cuidar do corpo e da mente, evitar excessos, relaxar, tomar bastante água, alimentar-se bem, e, principalmente, viver um dia de cada vez, com intensidade e fé. 

Só nos alcança aquilo que permitimos ou que precisamos. Que a felicidade seja uma conquista cotidiana, para além de todas as ameaças, porque isso nós podemos fazer! 

Aparecida Cunha  

 

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Você sabe a diferença entre autismo e TDAH?

 






Infelizmente ainda é comum que ocorra uma confusão entre os sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

São transtornos distintos mas que podem se manifestar no mesmo individuo. É comum que quem tem autismo também tenha o TDAH como condição associada.

O diagnóstico correto e precoce é essencial para que as crianças tenham o tratamento adequado e se desenvolvam plenamente, de acordo com suas limitações e particularidades.

A seguir, veja detalhes sobre esses dois transtornos e as características em comum e diferenças entre eles:

 

Saiba mais sobre o TDAH

É um transtorno neurobiológico de causas genéticas que costuma aparecer na infância e acompanhar a pessoa por toda a vida. Entre os sintomas, destacam-se: desatenção, hiperatividade, inquietude e impulsividade.

O diagnóstico geralmente ocorre quando a criança tem entre 6 e 12 anos ou logo após ingressar na escola. Estima-se que o TDAH atinja cerca de 3 a 5% das crianças em todo o mundo.

Há ainda três graus de TDAH: leve, em que a rotina da pessoa não é afetada; moderada, quando os sintomas começam a atrapalhar as atividades; e grave quando há vários sintomas que causam problemas na rotina profissional e escolar.

Os sintomas variam de acordo com o tipo de TDAH: hiperativo, desatento ou ambos. Para confirmar o diagnóstico, é importante que a criança ou adulto tenha um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade que altere o seu desenvolvimento, aprendizagem e rotina diária.

Na maioria das vezes, há dificuldades para reconhecer as necessidades e desejos de outras pessoas. Também apresentam problemas para manter suas emoções sob controle. A falta de foco pode ser constante. Costumam ser desatentos ou têm dificuldade para se planejar.

O diagnóstico do TDAH é difícil, pois muitas vezes ele é confundido com os problemas na educação, ansiedade ou dislexia. O TDAH é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes, surge na infância, mas pode acompanhar a pessoa até a fase adulta.

Os pais devem aceitar o fato de que as crianças com TDAH têm cérebros que funcionam de maneiras diferentes e podem ter comportamentos impulsivos. Podem ser indicados medicamentos e terapia comportamental.

Vale destacar que não há cura para o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, pois não é uma doença. Entretanto, há tratamento e mudanças na rotina e comportamentos de familiares que podem ajudar os pais e as crianças a conviverem com o TDAH.

 

Veja detalhes sobre o autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição relacionada ao desenvolvimento do cérebro que afeta a forma como uma pessoa percebe o mundo e se socializa.

Dessa forma, elas podem ter  dificuldades de interação social, comunicação e comportamento. Porém, muitas pessoas com autismo conseguem realizar todas as suas atividades diárias, enquanto outros podem necessitar de ajuda.

Os sinais costumam se manifestar antes dos três anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de vida da criança ou até mesmo antes dependendo do caso.

Quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, mais rapidamente o autista começará as intervenções precoces. Com isso, conseguirá desenvolver as habilidades cognitivas, sociais e de linguagem. Dessa forma, o autista terá mais qualidade de vida, independência e autonomia para realizar as atividades diárias.

O diagnóstico do TEA ainda pode ser considerado essencialmente clínico, ou seja, não há exames para detectar o autismo.

Entre os sinais do autismo podemos citar: não imitam, dificuldade para fazer contato visual e interagir, muitas vezes apresentam atraso na fala, dificuldades com a comunicação não verbal e apresentam movimentos repetitivos e  estereotipados.

 

Características em comum entre TDAH e TEA

 São transtornos do neurodesenvolvimento que se manifestam na infância;

  • Afetam o comportamento e a socialização;
  • Pessoas com TDAH e TEA podem apresentar problemas sensoriais.

 

 Algumas diferenças entre TDAH e TEA

  • Pessoas com TDAH não apresentam dificuldades com linguagem, já as pessoas autistas sim;
  • Pessoas com TDAH não tem dificuldades com comunicação verbal e não verbal;
  • Pessoas com TEA tem dificuldades para compreender expressões faciais, piadas, sarcasmos e gestos. As pessoas com TDAH não apresentam dificuldades nessas habilidades;
  • Pessoas com TDAH conseguem interagir socialmente

 

Comorbidade: quando há o diagnóstico duplo

É comum que quem tenha autismo apresente comorbidades, ou seja, duas ou mais condições clínicas presentes na mesma pessoa e ao mesmo tempo. Sendo assim, têm condições de saúde que se associam a outras e por isso estão frequentemente juntas clinicamente.

Entre as comorbidades mais frequentes está o TDAH. O primeiro passo é confirmar o diagnóstico e buscar terapias que ajudem a criança ou jovem a ter mais qualidade de vida. Pode ser necessário procurar um especialista em transtorno de comportamento infantil.

Estima-se que 14% das crianças com TDAH também tenham TEA e até 70-80% das pessoas com TEA apresentam o TDAH também.

Tanto o TDAH quanto o TEA são condições para a vida toda que podem ser gerenciadas com tratamentos adequados.

 

Referências:

American Psychiatric Association (2003). Transtorno de déficit de atenção e de comportamento disruptivo. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. (4ª ed).

https://www.autism.org.uk/adhd

https://autismsciencefoundation.org/what-is-autism/autism-diagnosis/

https://www.autismspeaks.org/signs-autism

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Multissaberes como ferramenta essencial para uma consultoria de excelência.

 

Na atualidade o mercado de trabalho se apresenta cada vez mais desafiador, de modo que a qualificação e inovação representam elementos essenciais para encontrar alternativas viáveis de atuação. Nesse contexto, a oferta de serviços tem apresentado um crescimento considerável nos mais diversos nichos de atuação. 

Um dos ramos de oferta de serviços que tem se destacado é a consultoria empresarial, que tem conquistado um importante espaço na medida em que presta um serviço de extrema relevância, aumentando de modo incontestável a qualidade da gestão em todos os níveis. 

   Compreender que todo sujeito tem um sistema que contextualiza suas relações, decisões e engajamentos, traz à tona a necessária atenção com a temática da humanização nos processos de trabalho. Contudo, tal aspecto nem sempre é considerado, o que resulta em planejamentos bem elaborados, contudo, com baixo alcance de metas. 

Nesse sentido, é essencial realinhar o entendimento sobre consultoria, por meio de uma análise crítica, ratificando que não há viabilidade em organizar consultorias empresariais sem considerar o sujeito que executará o que for planejado. Até porque, podemos chegar à Lua e alcançar as tecnologias mais espetaculares, contudo, sem participação efetiva do ser humano, todas as incríveis invenções não passam de máquinas inanimadas. Portanto, não adianta pensar a empresa sem pensar o sujeito que faz a empresa acontecer. De modo que uma formação voltada para a compreensão das relações interpessoais faz a diferença para o entendimento do ser integral, sem o qual o serviço não acontece. 

É essencial considerar que por mais embasado que seja um planejamento, seu alcance e efetividade serão proporcionais a apreensão de sua proposta pelas pessoas que deverão executar as ações planejadas. Afinal, como bem diz Anthony Robbins: “Para nos comunicarmos efetivamente, devemos compreender que somos todos diferentes na maneira como vemos o mundo, e usar este entendimento como guia para nossa comunicação com os outros.”  

Nesse sentido, se não há por parte do consultor, um esforço em alinhar todos os envolvidos nos processos de trabalho, a desarticulação será um impedimento para a efetiva execução das metas pactuadas.  

Nas palavras de Platão: “O mais radical processo para acabar com qualquer espécie de discurso é isolar cada coisa do seu conjunto, pois o discurso só nos surge pronto pelo entrelaçamento recíproco das partes.” 

Afinal, alcançar o público com o qual o profissional pretende fazer mudanças, passa pela capacidade de conquistar o outro e fazer com que ele apreenda as ideias apresentadas e, principalmente, que acredite e deseje fazer parte do mesmo ideal.    

A linguagem só produz sua magia quando partilhada entre falante e ouvinte. E essa é a chave para que se realize o milagre de recriar sua ideia no cérebro de outras pessoas. Você só pode usar as ferramentas que sua plateia tem acesso. Se usar apenas sua linguagem, seus conceitos, seus pressupostos e seus valores, não terá sucesso. Então, em vez disso, utilize os deles. Só a partir dessa base comum os ouvintes podem começar a construir a sua ideia na mente deles. (Anderson, Chris). 

 

Nesse sentido, é essencial que o consultor desperte, conquiste e traga para o seu lado, os profissionais que tirarão os planos do papel e farão o sonho acontecer. Sem a participação efetiva deles, teremos uma lacuna que implica em uma baixa resposta do serviço, indicando que o custo do produto, corre o risco de não ser proporcional ao resultado, uma vez que não apresenta consistência a médio prazo. Ou seja, após o período de consultoria, tudo volta a acontecer como antes. Uma consequência da falta de engajamento de grande parte dos funcionários envolvidos no processo. 

O que se pretende com esse artigo é trazer a provocação necessária para reforçar que existem particularidades em consultorias que requerem formações específicas, contudo, é essencial um aprofundamento na área de humanas, por parte de pelo menos um membro da equipe de consultores, tendo em vista obter a atenção integral que uma consultoria necessita. Afinal, independentemente da área de atuação, serão pessoas que irão colocar em prática. De modo que é imprescindível que o serviço tenha um olhar especialmente voltado às relações Interpessoais que permeiam o processo.  

Encerrando essa breve análise que provoca novas considerações, reforço a ideia do clássico, A Arte da Guerra, ao lembrar que:  

O sucesso de uma empresa, assim como o sucesso militar, depende de quatro condições, de acordo com Sun Tzu: objetivo comum, reação ao ambiente, liderança capaz e fluxo de informação eficiente. 

Para tanto, muito há que se fazer, no sentido de despertar novos olhares no ramo da consultoria empresarial. Que esse trabalho possa incitar tais reflexões e provocar percursos mais humanizados e eficientes. 

Aparecida Cunha