BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA PESSOAS COM AUTISMO


Todo mundo precisa se movimentar e buscar uma atividade física que proporcione prazer, motivação e controle de peso, além de prevenção de doenças. Você sabia que o exercício físico promove a liberação de um hormônio conhecido como endorfina, que auxilia nas funções do sistema nervoso como a autorregulação e melhora do sono? Esses podem ser alguns dos problemas encontrados em pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Diversas pesquisas mostram que o exercício físico regular melhora as habilidades motoras e as habilidades sociais de crianças e adultos com autismo. E também contribui para diminuições de estereotipia, comportamentos agressivos e hiperatividade.
Além disso, quando as crianças com autismo se envolvem com atividades esportivas, elas  constroem relações sociais com os colegas de equipe, pois trabalham com outras pessoas para atingir objetivos e constroem uma relação de confiança. A participação no esporte também permite que sintam que possuem um papel na sociedade e fazem parte de um time.
Realizar movimentos frequentes também ajuda no conhecimento de postura corporal,  aumenta a noção entre espaço e tempo e do ambiente em que vive.  Outro benefício da prática de atividade física é diminuir as chances de obesidade. Sabe-se que o excesso de peso pode acarretar doenças mais graves, como diabetes, doenças cardíacas, problemas ósseos e articulares. E os exercícios ajudam a melhora a flexibilidade, o que diminui problemas associados ao baixo tônus ​​muscular, aumentando o equilíbrio e a coordenação.
Entre as práticas terapêuticas, a atividade física aeróbica se mostra muito benéfica para estimular a interação e o desenvolvimento físico, pois trabalham vários músculos. A criança que pratica atividade física passa a ter um conhecimento maior do seu corpo, sua força, a ter noção de lateralidade e apresenta melhora psicomotora. Veja mais alguns benefícios:
– Aprimora-se a comunicação;
– Há redução de ansiedade;
– Autonomia;
– Melhora do humor;
– Aumenta a autoestima;
– Aprendem novas habilidades;
– Mais foco e concentração.
Como começar?
No primeiro momento, pode ser uma tarefa difícil fazer com que a pessoa com autismo comece a se exercitar por causar uma mudança na rotina.  E algumas atividades e modalidades esportivas podem ser desafiadoras para crianças com autismo. Isso não significa que elas precisam ser sedentárias, mas é importante ajudá-las a escolher uma atividade interessante e que se adeque as suas necessidades.
Nos primeiros anos, é fundamental que as atividades físicas estimulem a coordenação motora, prendam a atenção da criança e aumente a interação. Já os mais velhos, podem praticar atividades que aumentem o condicionamento físico como natação, corrida, ciclismo, por exemplo.
A natação é indicada porque a água fornece um estímulo sensorial, e as pessoas podem fazer a atividade individualmente ou fazer parte de uma equipe.  Além disso, a criança que aprende a nadar consegue diminuir o risco de se afogar. E a água proporcionaum ambiente relaxante, já que são realizados movimentos suaves e repetitivos.
Para crianças com TEA, a água no corpo tem um efeito calmante e ajuda controlar o estresse. Segundo a Autism Spectrum Disorder Foundation, a natação pode ajudá-las a melhorar a fala, a coordenação, as habilidades sociais, a autoestima e no processamento cognitivo.
No caso de esportes coletivos – como futebol, vôlei, basquete, entre outros – estimula-se a interação, a responsabilidade em conjunto e o sentimento de pertencimento. Entretanto, pode ser mais complicado explicar as regras dos jogos para quem possui TEA. Por isso, paciência e dedicação nesses casos é fundamental.
É importante ressaltar que as crianças com TEA podem brincar, correr, nadar e jogar bola. A diferença é que precisam ser ensinados de uma forma diferente, e em alguns casos, necessitam de algumas adaptações.  O exercício físico é importante para o bem-estar de todas as pessoas, não importa a idade ou habilidade.
Independentemente do exercício ou atividade esportiva escolhida, sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer mudança na rotina e respeite a individualidade da pessoa com o TEA.
Por NeuroConecta

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