Colégios de aplicação são ilhas de excelência no Brasil


Essas instituições se destacam com ensino inovador e valorização da pesquisa



Aprimorar o ensino e estimular a pesquisa de novas práticas pedagógicas, o estágio e a formação de professores. Esses são os principais objetivos dos 17 colégios de aplicação existentes no Brasil. A vinculação deles com as universidades (16 federais e apenas uma estadual) tem garantido condições para a melhoria do processo de aprendizagem. Salários acima da média e regime de dedicação exclusiva atraem os docentes e são outro destaque. Para ingressar em uma dessas instituições, o caminho é o concurso público, e os postos de trabalho são disputados. A jornada de 40 horas semanais permite que seja desenvolvida uma trajetória acadêmica. Esse tempo é dividido entre as aulas, a pesquisa e o acompanhamento de estagiários. Os colégios devem seu título a esta função: ser um espaço onde os estudantes de cursos de graduação que envolvem didática podem aplicar, numa situação real, os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

A fórmula tem se mostrado bem-sucedida. A maioria das instituições obteve notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) bem acima da média dos municípios em que estão (leia os resultados no quadro na próxima página). O problema é que a excelência fica restrita aos muros das escolas. Poucas iniciativas levam as metodologias para fora das instituições.

Para diminuir essa distância da sociedade, Minoru Kinpara, docente da Universidade Federal do Acre (Ufac) e autor do livro Colégio de Aplicação e Formação de Professores (126 págs., Ideia Editora/Ufac, tel. 68/3901-2568, 25 reais), sugere um esforço voltado à articulação dos professores, pensando numa interação entre a universidade, o colégio e outras escolas. "Qualquer instituição pública tem de estar a serviço da comunidade na qual está inserida", diz.

Essa situação pode se agravar caso se confirme a ameaça de diminuição de recursos feita pelo Ministério da Educação (MEC) para os colégios de aplicação. O corte, que será debatido ao longo de 2012, dificulta a contratação de docentes e, consequentemente, impede a realização de parte dos trabalhos. Mas, por enquanto, essas ilhas continuam em condições de demonstrar sua excelência. Para conhecer o que acontece dentro de instituições desse tipo, leia sobre três iniciativas na página seguinte.
  • Por  Márcia Scapaticio /Revista Nova Escola

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